A renovação de frota de caminhões no Brasil já movimenta R$ 3,7 bilhões em financiamentos aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos contemplam 1.028 municípios e fazem parte do Programa Move Brasil, que dispõe de orçamento total de R$ 10 bilhões.
De acordo com dados divulgados pela instituição, o valor aprovado até a manhã de 25 de fevereiro último corresponde a 36,8% da dotação orçamentária do programa. Desse total, R$ 3 bilhões já foram contratados e R$ 1,9 bilhão efetivamente desembolsado. Ao todo, foram aprovadas 3.318 operações, destinadas à aquisição de mais de 5,8 mil equipamentos, com ticket médio de R$ 1,1 milhão por operação.

A maior parcela dos recursos foi direcionada a frotistas para compra de caminhões novos, somando R$ 3,6 bilhões em 3.126 operações. Por outro lado, transportadores autônomos responderam por R$ 90 milhões, distribuídos em 192 operações. Dessa forma, o programa contempla tanto empresas quanto profissionais independentes do transporte rodoviário de cargas.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, “são R$ 10 bilhões injetados na economia brasileira para modernizar o transporte rodoviário, reduzir emissões, aumentar a segurança nas estradas e fortalecer a indústria nacional de caminhões, com apoio aos transportadores autônomos”.
O programa BNDES Renovação de Frota está em vigor desde 30 de dezembro do ano passado e tem como objetivo financiar a aquisição de caminhões novos ou seminovos. Os pedidos de financiamento podem ser protocolados até 25 de maio deste ano, desde que não estejam sujeitos ao envio de documentação anexa, e até 15 de maio para as demais operações. Além disso, as contratações com os clientes finais devem ser formalizadas até 25 de maio.
Com orçamento de R$ 10 bilhões, a iniciativa integra as políticas voltadas à modernização do parque de veículos pesados no País. Ao mesmo tempo, busca estimular a indústria nacional e promover a substituição de veículos mais antigos, contribuindo para a redução de emissões e para o aumento da eficiência operacional no transporte rodoviário.









