O consórcio de pesados vem ampliando sua participação no planejamento financeiro de empresas e produtores rurais no Brasil, especialmente nos setores ligados ao agronegócio, transporte e logística. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam crescimento consistente nas vendas de cotas, no volume de créditos comercializados e no número de participantes ativos, reforçando o papel da modalidade como alternativa estruturada para investimentos em bens de alto valor.
Segundo a ABAC, o desempenho positivo do segmento reflete a demanda crescente por máquinas agrícolas, caminhões e equipamentos pesados, acompanhando a necessidade de modernização de frotas e ativos produtivos. Ao longo de 2025, o avanço do consórcio esteve alinhado à busca por maior previsibilidade financeira em um cenário de custos elevados e maior seletividade na concessão de crédito tradicional.

“O consórcio de pesados tem sido utilizado de forma estratégica por produtores rurais e empresários que precisam planejar a expansão ou a modernização de suas operações”, afirma Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios. Segundo ele, a previsibilidade das parcelas e o controle do fluxo de caixa são fatores determinantes para a adoção da modalidade em decisões de investimento de médio e longo prazo.
Além disso, acrescenta Lucindo, o consórcio permite o acesso programado a bens de alto valor, com prazos mais extensos e parcelas previamente definidas, sem incidência de juros. Essa característica favorece a organização financeira em atividades marcadas por sazonalidade e ciclos produtivos, como a agricultura e o transporte de cargas. Dessa forma, empresas e produtores conseguem alinhar os desembolsos ao ritmo de geração de receita.
“O consórcio oferece uma forma estruturada de investimento, permitindo que empresas e produtores se organizem financeiramente antes da aquisição do bem”, explica o CEO da Evoy. Ele ressalta que a modalidade vem sendo utilizada tanto para a compra de novos equipamentos quanto para a substituição gradual de ativos já existentes, reduzindo impactos imediatos no caixa.
Os dados da ABAC também mostram crescimento no volume de créditos disponibilizados no consórcio de pesados, impulsionado pelo aumento do tíquete médio e pela relevância dos bens envolvidos. Esse movimento reforça a consolidação do consórcio como alternativa ao financiamento tradicional, sobretudo em um contexto de maior cautela no mercado de crédito.
“O planejamento é essencial para investimentos em bens de alto valor, e o consórcio se encaixa nesse contexto ao oferecer previsibilidade e disciplina financeira”, destaca Lucindo. Para ele, a tendência é de continuidade do crescimento do consórcio de pesados em 2026, acompanhando a demanda por soluções que apoiem a expansão sustentável de empresas e do agronegócio.








