Nova linha Volvo FH 2026 estreia tecnologia I-Torque com até 3% de economia de combustível

A Volvo Caminhões apresentou a nova linha Volvo FH 2026, que chega ao mercado com a introdução do I-Torque, tecnologia que aprimora o desempenho e aumenta a economia de combustível. O sistema é uma evolução da Aceleração Inteligente da marca e utiliza inteligência artificial (IA) para otimizar o torque do motor em tempo real, ajustando automaticamente a força do caminhão de acordo com as condições da estrada.

Segundo Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões, “com o refinamento da IA, a performance de nossos caminhões vai ficando cada vez mais aprimorada. Na linha 2026, nossa engenharia conseguiu extrair ainda mais força dos veículos em momentos críticos, como em subidas e ultrapassagens. Mas, mesmo assim, reduzimos o consumo de combustível”.

Nova linha Volvo FH 2026 estreia tecnologia I-Torque com até 3% de economia de combustível

I-Torque: tecnologia de força e eficiência

Batizada de I-Torque, a novidade atua continuamente ao longo da viagem, entregando torque de forma inteligente. O sistema avalia a posição do pedal do acelerador, a topografia da estrada, o peso transportado e a velocidade do veículo, ajustando os níveis ideais de potência para cada situação. “A IA monitora posição do pedal do acelerador, topografia da estrada, peso transportado e velocidade do veículo. Com estas informações, mantemos o torque em níveis ideais, promovendo uma condução econômica e um transporte mais eficiente”, explica Jeseniel Valério, gerente de engenharia de vendas da Volvo.

A tecnologia está disponível nas versões de motores 420, 460, 500 e 540 cv, oferecendo desempenho aprimorado em trajetos planos e montanhosos.

Desempenho aprimorado e redução no consumo

Com o I-Torque, o motorista tem mais facilidade para conduzir o caminhão, independentemente do seu nível de experiência. “Numa subida, por exemplo, essa novidade traz força máxima para manter a velocidade, segurar marcha alta e vencer o trecho o mais rápido possível. E tudo acontece automaticamente, sem o motorista ter que apertar alguma tecla ou monitorar o painel. É simples. Basta acelerar buscando a velocidade desejada”, afirma Júlio Lodetti, engenheiro de vendas da Volvo.

De acordo com a fabricante, a tecnologia pode proporcionar redução de até 3% no consumo de combustível, especialmente em operações com composições mais pesadas e em terrenos desafiadores. Nos últimos anos, a Volvo tem investido em soluções que aumentam a eficiência energética. “Na última década, reduzimos o consumo em mais de 15%, dependendo do tipo de operação e configuração de veículo. O I-Torque é mais um passo nessa direção, equilibrando a forma de condução sempre para o nível dos melhores motoristas”, completa Valério.

Mais avanços na linha Volvo FH 2026

Além do I-Torque, a linha Volvo FH 2026 traz melhorias em ergonomia e dirigibilidade. Os comandos na coluna de direção foram simplificados: agora há apenas duas alavancas, que reúnem funções como setas, piloto automático e freio motor.

A transmissão I-Shift também recebeu aprimoramentos. As engrenagens passaram a ser polidas, garantindo mais suavidade nas trocas e maior durabilidade do conjunto.

Outro destaque é a evolução do sistema I-See, que utiliza conectividade avançada e inteligência artificial para selecionar as melhores marchas. A nova versão tem tolerância de 10 km/h a mais para manter as marchas, o que contribui ainda mais para a economia de combustível e a eficiência do transporte.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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