Como funciona o seguro de drones?

23/04/2024

O seguro para drones é um instrumento de proteção extremamente importante para as empresas que utilizam o equipamento de forma comercial, ao cobrir sinistros como danos materiais e de responsabilidade civil.

“Alguns exemplos que podem contar com cobertura: suponha que durante o voo, o drone passe por uma falha em seu sistema de navegação. Como resultado, ele perde o controle e colide com um poste de luz, danificando suas hélices, câmera e parte do chassi. Neste caso, o seguro para drones poderia cobrir os custos de reparo ou substituição do equipamento danificado, permitindo que a empresa continue suas operações sem sofrer grandes prejuízos financeiros devido ao incidente. Um outro exemplo hipotético é caso o drone caia sobre alguém e cause lesões físicas. Nesta situação, o seguro poderá cobrir as despesas médicas e possíveis custos legais associados à lesão”, explica Carlos Eduardo Polízio, superintendente de Seguro Aero, Casco e Transporte da MAPFRE – empresa que tem um portfólio completo com soluções em negócios que vão de seguros, assistência, previdência até investimentos, capitalização e consórcios.

Ele também informa que o custo médio de um seguro de Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo (Reta), obrigatório para drones utilizados de maneira comercial, é de R$ 700/ano. Mas vale ressaltar que este seguro cobre apenas os eventuais danos causados a terceiros. “Para a contratação de um seguro que cubra também o equipamento, prejuízo parcial ou perda total do aparelho, é levado em conta principalmente a finalidade do uso, idade e o modelo do equipamento.”

Importante destacar que o seguro aeronáutico para drones funciona sempre quando a operação estiver em conformidade com as regras vigentes para o segmento. Dessa forma, o segurado/operador deverá atentar quanto à correta utilização do equipamento, bem como com a regularidade da sua documentação e autorizações necessárias.

Já falando sobre os principais desafios enfrentados pelas seguradoras ao desenvolver políticas para drones, Polízio lembra que, por se tratar de tecnologia relativamente nova, é importante conhecer os recursos existentes em cada equipamento, bem como os equipamentos que normalmente seguem acoplados no drone. Outro desafio neste setor é a amplitude dos tipos de serviços que podem ser executados com o drone, desde inspeções, monitoramentos até pulverização de aéreas.  

“A valiação dos riscos associados à operação dos drones normalmente é personalizada, e são levados em conta fatores como modelo, idade do drone, experiência do operador, tipos de uso, treinamentos realizados e equipamentos acoplados ao drone”, diz o superindentente.

Os riscos mais frequentes de queda são de colisões, operadores sem muita experiência que podem não identificar corretamente qual é a frente do drone em voos mais altos, o que acaba gerando uma batida; e mau funcionamento do aparelho, geralmente em relação a perda do sinal de GPS, desconfiguração da bússola ou interrupção da transmissão de vídeo.

Tendências

Sobre as tendências emergentes nas políticas de seguro para drones e como elas estão evoluindo para atender às necessidades do mercado, Polízio lembra que o seguro para drone é uma modalidade bem recente, mas que cresce cada vez mais no Brasil e no resto do mundo. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) já existem mais de 80 mil Veículos Aéreos Não Tripulados registrados no país.

“O mercado profissional tem utilizado amplamente os drones para diversas finalidades. O aparelho oferece possibilidades como mapeamento urbano, vigilância, ajuda humanitária, vigilância, captura de imagens para fins audiovisuais e ajuda até mesmo o setor rural, dispersando fertilizantes e monitorando a irrigação. O mercado segurador tem que estar preparado para oferecer novas possibilidades e amparar o contratante nas suas mais variadas necessidades.”

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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