FM Logistic amplia atuação no Brasil com investimentos de R$ 6 milhões

23/02/2024

Há mais de 10 anos no mercado brasileiro, a FM Logistic, um dos principais Operadores Logísticos do mundo, investirá, em 2024, em torno de R$ 6 milhões para ampliar a atuação no território nacional. O incremento expressivo nos negócios é reflexo do dinamismo crescente das vendas omnichannel e na busca constante por soluções sustentáveis.

Os recursos da empresa serão direcionados para ampliar em 60% e 15% as áreas de armazenagem em Santa Catarina e São Paulo, respectivamente. A alta demanda nos segmentos alimentícios e de bens de consumo também impactará na abertura de um Centro de Distribuição em Extrema, MG, com 10.000 m2 de área.

“O Brasil é uma das regiões mais importantes para os negócios da empresa e que tem apresentado resultados anuais expressivos. Em 2023, registramos um crescimento de 30%, reflexo da retomada da atuação no setor de transporte, onde ampliamos a oferta de um maior escopo de serviços aos clientes e desenvolvemos novos produtos, como o omnichannel e a distribuição urbana, utilizando uma frota ecologicamente sustentável. Nossa projeção é crescer, em média, por ano, 25% no mercado brasileiro”, explica Ronaldo Fernandes da Silva, presidente da FM Logistic do Brasil.

Hoje, a FM Logistic conta no Brasil com uma área total de armazenagem de 80 mil metros quadrados, distribuída em três Centros de Distribuição multiclientes localizados em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em novembro de 2023, a empresa inaugurou, no CD da Anhanguera, uma nova câmara para armazenar produtos refrigerados. Com investimento de R$ 4,5 milhões, o espaço conta com uma área de 6 mil metros quadrados e 7 mil posições-paletes. “Atualmente, estamos com uma taxa de ociosidade em praticamente 0%. O investimento também será para poder oferecer mais dinamismo às operações dos clientes atuais e dos parceiros futuros”, ressalta o executivo.

No Brasil, os negócios da empresa estão centralizados em 52% no segmento de bens de consumo, 28% em cosméticos, 15% no industrial e 5% no varejo. “Para o mercado brasileiro, vamos ampliar ainda mais a nossa área de armazenagem, atendendo ao crescimento contínuo do comércio online. Hoje, 10% do faturamento da FM Logistic do Brasil é proveniente de operações de e-commerce, com destaque para movimentação de cosméticos e bens de consumo. Por ano, a companhia movimenta, no mercado nacional, mais de 100 milhões de caixas de produtos diversos”, afirma.

Segundo comenta Fernandes, muitos clientes que eram majoritariamente B2B, com o crescimento do comércio online, alteraram o escopo de atuação para B2C, atendendo diretamente ao consumidor final. “Por meio de processos efetivos, investimentos e da digitalização na qual a empresa já estava inserida, fizemos toda essa transição com sucesso, dando suporte ao crescimento dos negócios dos clientes e ampliando ainda mais nosso escopo de atuação no e-commerce. E esse dinamismo seguirá, com recursos estratégicos e direcionados às novas frentes de atuação como o omnichannel, o transporte de cargas na modalidade green – com veículos ecologicamente corretos –e, principalmente, estando atentos às inovações esperadas, sempre um passo à frente para atender com total expertise a todo tipo de demanda”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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