TECADI prevê investir mais de R$ 20 milhões em 2024

29/01/2024

Um dos principais operadores logísticos da região Sul, o TECADI irá investir mais de R$ 20 milhões em inovação, novas tecnologias e infraestrutura até o final de 2024. O objetivo é ampliar a agilidade e a acuracidade dos seus serviços. 

Com 16 anos de trajetória, a empresa atualmente está focada em sua expansão para a região Sudeste, concentrando os esforços principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Uma das ações que lideram esse plano é o lançamento de sua nova unidade em Cajamar, cidade próxima a capital paulista, prevista para acontecer ao longo do 1º trimestre do ano.

O novo espaço possui 22.500 m² de área coberta e visa atender os mais distintos clientes do setor, como fabricantes de eletrodomésticos, assim como empresas do mercado varejista, automotivo, entre outros.

O investimento para a inauguração do novo polo de armazenamento ocorre após o início das operações da companhia em Navegantes, SC, em um complexo logístico de 31.000 m², no final de 2023. Vale ressaltar que o TECADI já contava antes com filiais de armazenagem em Curitiba, PR, e outras duas em Itajaí, SC, além de unidades voltadas ao transporte de mercadorias localizadas em Itajaí, Santos, SP, Itapoá, SC, Paranaguá, PR, Santa Cruz do Sul e Rio Grande, ambas no Rio Grande do Sul.

“O foco para os próximos anos é continuar aumentando a atuação nacional do TECADI. Para isso, estamos atuando diretamente na ampliação da base de parceiros e de operações pelo Brasil. Em toda a nossa história o desenvolvimento se deu por meio da seriedade e profissionalismo e temos a certeza de que o caminho que teremos pela frente também passa por esses pilares”, afirma Daniel Kenig, sócio-fundador e CEO do TECADI.

A trajetória do TECADI

Fundado inicialmente com foco em realizar operações de contêineres refrigerados em Itajaí, onde está localizada a sua matriz, o grupo está consolidado atualmente como um completo Operador Logístico. Isso porque o TECADI trabalha no formato de logística 3PL, também conhecida como logística terceirizada, em que torna-se responsável pela armazenagem, preparação de pedidos e transporte das mercadorias. Desta forma, a corporação assume toda a gestão dos produtos e entregas das empresas, atuando como intermediário entre os parceiros e seus clientes finais.

De acordo com Kenig, o foco é ajudar as companhias que não querem ter dor de cabeça com a logística. “Hoje o setor logístico é uma parte fundamental do negócio, onde erros e falhas prejudicam a experiência do consumidor com uma marca. Todos os esforços são voltados para que os nossos parceiros tenham a tranquilidade de que os produtos chegarão ao destinatário final sem qualquer complicação. Por termos um forte pilar de tecnologia, haja vista que somos um dos players que mais investe em inovação no segmento, buscamos disponibilizar alta performance para os clientes que utilizam nossos serviços”, explica.  Além da atuação como operador logístico, o TECADI também exerce um papel importante no desenvolvimento de tecnologias para clientes e demais agentes do mercado. Por meio do TECADI.labs, o centro de inovação e tecnologia do grupo, a empresa disponibiliza uma série de ferramentas e plataformas proprietárias que foram projetadas para alavancar o segmento. 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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