APS programa obras para 2024 com investimento de R$ 7 bilhões

21/11/2023

A Autoridade Portuária de Santos (PAS) programou dar início, em 2024, a uma série de obras e providências, que contarão com um investimento de R$ 7 bilhões. São as principais: dragagem do canal para -16 metros; dragagem dos berços de atracação entre os armazéns 12A e 23; reforma do cais da Ilha Barnabé; melhorias na Perimetral da Margem Direita-Alemoa; instalação do sistema de monitoramento por imagens (VTMIS); implantação da fase 2 da Perimetral da Margem Esquerda e túnel Santos-Guarujá.

Este compromisso foi divulgado pelo presidente da APS, Anderson Pomini, em entrevista coletiva na manhã da última sexta-feira (17/11), na sede da companhia, que contou com a presença dos diretores de Desenvolvimento de Negócios e Regulação, Eduardo Lustoza; de Administração e Finanças, Bernadete Bacellar do Carmo Mercier, além de superintendentes e gerentes.

A delegação de competências anunciada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi considerada pelo presidente como um facilitador para a realização destas obras vitais para o funcionamento e a expansão do Porto de Santos.

O presidente deu detalhes e prazos das obras e também falou sobre os trabalhos de zeladoria já em andamento; o início da solução para o problema enfrentado pelos caminhoneiros, com a criação de novos estacionamentos; a designação de áreas para a expansão portuária, com a revisão da Poligonal; o Parque Valongo; a revitalização da ciclovia da Avenida Mário Covas; o concurso da nova logomarca da APS, entre outros temas que abordou neste balanço de quase sete meses da nova gestão da companhia.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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