CS Porto Aratu investe R$ 20 milhões em novo pátio para armazenamento de enxofre

11/10/2023

A CS Porto Aratu, empresa controlada pela CS Infra, do Grupo Simpar, inaugura o pátio dedicado a armazenamento de enxofre, no terminal ATU-12, no Porto de Aratu (BA), com capacidade para receber e armazenar 150 mil toneladas de cargas de enxofre e coque. Foram R$ 20 milhões de investimento destinado para a modernização dos pátios, com a reestruturação de toda a parte de rede de incêndio, drenagem, pavimentação, revitalização das áreas, além de terraplanagem e construção das vias terrestres.   

A modernização e revitalização do espaço reforça o compromisso da empresa em contribuir para a economia do estado e posicionar o Porto de Aratu como rota para recebimento de diversos produtos, incluindo graneis minerais como enxofre e coque. A capacidade está estruturada para receber e armazenar 100 mil toneladas de enxofre e 50 mil toneladas de coque.  

“Essa inauguração representa um marco na história do porto e para todo seu entorno. A operação é fruto do empenho e expertise das equipes da CS Porto Aratu e vai impactar positivamente a economia local e nacional. Além disso, as adequações realizadas também habilitaram a CS Portos a ser um recinto alfandegado”, explica Marcos Tourinho, diretor presidente da CS Porto Aratu.   

O desembarque da primeira carga operada pelo novo pátio foi realizado com o Grupo Itafos Fertilizantes. O produto armazenado no espaço criado no terminal ATU-12 seguirá transportado para Arraias, no estado do Tocantins.  

Segundo Roberto Barretto, diretor comercial e de suprimentos da Itafos, o porto é uma importante oportunidade de expansão para a empresa. “É uma operação que faz muito sentido do ponto de vista logístico e tributário. Ganhamos agilidade e mais competitividade com uma relevante redução de custos, com um parceiro experiente e de confiança”, explica. “Se compararmos com a operação logística anterior, alcançamos uma redução de custo de aproximadamente 30%”, afirma o executivo.  

Até final de dezembro, outras 30 mil toneladas de enxofre estão programadas para serem armazenadas no pátio. “Desde o início dessa concessão toda a equipe tem trabalhado com o compromisso de elevar o nível do serviço oferecido nos terminais, assim como aumentar a produtividade das áreas. Com foco principal nos clientes e usuários do porto”, afirma Tourinho.   

Durante o período de obras do pátio, mais de 100 empregos diretos e indiretos foram gerados. Durante a fase atual, de operação, cerca de 300 colaboradores entre diretos e indiretos serão responsáveis pela gestão da infraestrutura de 163.723 m² (total de área) e cerca de 600 empregos serão criados através das obras que vai ter o pico ao longo de 2024.  

Durante o ano de 2024 com o pico das obras e instalações dos equipamentos “vamos ter algumas paradas programadas no píer do TGSI de modo a possibilitar que tudo fique pronto até final de 2024, e em 2025 a mudança na operação será total, onde os clientes do Porto terão toda uma infraestrutura nova, moderna e toda automatizada, com produtividade seis vezes maior a atual e muito mais capacidade tanto de berço quanto de retroarea e armazenagem”, afirma Tourinho. 

Investimentos no Porto de Aratu 

A CS Porto Aratu conquistou o leilão no final de 2020. Já investiu mais de R$ 105 milhões em obras de melhorias e modernização nos terminais ATU-12 e ATU-18 do Porto de Aratu (BA). A companhia assumiu a gestão efetiva dos terminais em junho de 2022 e prevê investir mais de R$ 730 milhões nos primeiros três anos de operação. 

Após os investimentos da CS Portos, a produtividade dos terminais passará de 300 para 2 mil toneladas/hora por berço. Em relação a capacidade de movimentação, estima-se uma ampliação de 2 milhões para 12,5 milhões de toneladas por ano. Os investimentos resultam em mais oportunidades de negócios para as empresas que operam no porto, impacto significativo na economia do Estado, além da criação de novos postos de trabalho para comunidade. 

Próximos passos 

Até 2025, o cronograma de obras prevê a construção de um novo armazém exclusivo para fertilizantes, reforma estrutural do TGS I no ATU-12, implementação de um novo sistema de correias para importação e exportação, expansão e modernização do berço do TGS II vinculado ao ATU-18, aquisição de carregadores e descarregadores de navios, esteiras transportadoras, além da construção de balanças, tombadores e de três silos com capacidade de até 90 mil toneladas para movimentação de grãos. Também serão instalados painéis de captação solar para geração de até 20% da energia a ser consumida nos terminais.  

Sustentabilidade 

A CS Portos conta com aprovação de todas as licenças ambientais que asseguram a preservação das áreas de influência dos terminais e implantará sistemas de automação avançados que promovem a segurança e proteção ao meio ambiente. 

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

Nada encontrado