SCPAR Porto de Imbituba fará o repasse de R$ 17 milhões para a recuperação do Acesso Sul de Imbituba

15/09/2023

O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou esta semana a utilização de parte dos dividendos da SCPAR Porto de Imbituba para a realização das obras de melhorias do Acesso Sul do município de Imbituba. O trecho liga a BR-101 ao Porto, pelo bairro Vila Nova. A decisão foi anunciada pelo presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Júlio Dias, durante reunião realizada no Porto na manhã desta quarta-feira (13).

“O nosso estado é um estado produtor, que gera riqueza. E esses produtos que nós desenvolvemos, criamos e fabricamos aqui precisam chegar nos mercados mais exigentes. Até porque a qualidade deles é acima da média e já saem das nossas indústrias prontos pra exportação. É por isso que nossos portos são tão importantes, e é o caso do Porto de Imbituba, que se desenvolveu muito nesse ano e vai continuar crescendo mais ainda”, disse o governador Jorginho Mello.

O investimento representa um aporte de R$ 17 milhões e será repassado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da SCPAR holding (que recebe os dividendos do Porto), para a prefeitura realizar a obra. Assim que assinado o convênio de repasse da verba, a previsão é que a melhoria seja entregue ainda em 2024.

O empenho para a liberação dos recursos foi um esforço conjunto do Ministério de Portos e Aeroportos, SNPTA, Secretaria Estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), CAP Imbituba, SCPAR holding, Porto de Imbituba e prefeitura.

Durante o anúncio, o presidente do CAP destacou a importância do conselho no avanço das tratativas e a parceria positiva porto-cidade em que todos ganham. A pavimentação foi solicitada em virtude da deterioração da via, resultado, dentre outros motivos, de sua utilização durante as obras de pavimentação do Acesso Norte.

Para o secretário da SPAF, Beto Martins, “a sensibilidade do governador Jorginho Mello em concordar com o uso deste recurso para uma obra pública na cidade e o esforço conjunto destes vários entes resultaram nesta extraordinária conquista para Imbituba”.

Já o presidente do Conselho de Administração da SCPAR Porto de Imbituba, Alexandre Amim Salum Jr., agradeceu o trabalho conjunto e o somatório de esforços que beneficiará diretamente os cidadãos.

Representando o executivo municipal, o vice-prefeito, Clésio do Marcão, parabenizou e agradeceu a liberação dos recursos, que são mais uma forma de participação do Porto e do Governo do Estado na vida da cidade, revertendo seu progresso em investimentos econômicos e sociais.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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