Vipal Borrachas, a marca brasileira que ganhou o mundo completa 50 anos

22/08/2023

Com 50 anos de história, a marca brasileira Vipal Borrachas tornou-se a protagonista global em produtos para reforma e reparos para pneus de passeio, carga, agrícola e OTR – off the road. A companhia que ganhou o mundo nasceu de uma necessidade latente: oferecer aos caminhoneiros uma solução para seus problemas com os pneus. Dos primeiros remendos, passando pela produção de camelbacks, bandas de rodagem e máquinas para reforma de pneus, até a fabricação de pneus novos para motocicletas, surge uma das maiores fabricantes mundiais de borracha.

“Nascemos com o objetivo de estar junto aos nossos clientes e parceiros, oferecendo as melhores soluções para gerar economia e alto desempenho para as empresas através da reforma de pneus. Nosso crescimento tem como base a busca pela inovação contínua, um trabalho genuinamente de equipe e muita determinação”, explica o filho do fundador e atual presidente do Conselho de Administração da Vipal Borrachas, Arlindo Paludo.

Ao longo das últimas cinco décadas, a Vipal Borrachas consolidou-se no mercado mundial e formou a maior rede de reformadores autorizados da América Latina, hoje composta por mais de 250 empresas altamente capacitadas. A instalação de filiais e 15 Centros de Distribuição localizados na Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Eslovênia e Inglaterra demonstra o tamanho da internacionalização da marca, presente em mais de 90 países ao redor do mundo.

Atualmente, a companhia soma cinco fábricas no Brasil, uma na Argentina e uma nos Estados Unidos – onde está o maior mercado mundial de reforma de pneus. No Brasil, são três em Nova Prata (RS), uma em Feira de Santana (BA) e outra em Lagoa Santa (MG). Na Argentina, a fábrica da Vipal foi inaugurada em 2020, em Perez. Em solo americano, a unidade fica em Madison, no estado americano Tennessee. Juntas, apresentam capacidade instalada superior a 20 mil toneladas por mês, além de estrutura física de quase 230 mil metros quadrados.

Crescimento em inovação

Com o objetivo de formar mão de obra especializada em reforma de pneus, a empresa inaugurou em 1987 o Centro Técnico Vipal (CTV). A iniciativa foi precursora para que, anos mais tarde, com a ampliação da assistência técnica, surgisse a Universidade Corporativa da Vipal (Univipal). Com 10 anos de existência, a Univipal já capacitou mais de 68 mil alunos, entre atividades presenciais e online, e mantém mais de 70 cursos voltados ao mercado de borracha.

Um dos grandes impulsionadores para a construção da liderança da Vipal no mercado nacional e latino-americano foi o lançamento de sua Rede Autorizada, em 1997. Diante de tantas frentes de inovação, no ano seguinte a Vipal inaugurou o Centro de Pesquisa e Tecnologia na cidade de Nova Prata (RS), com o objetivo de avaliar e homologar 100% das matérias-primas e fornecedores. Hoje, o CPT é um dos mais modernos do mundo no segmento de reforma de pneus, com 13 laboratórios e a realização de mais de 50 diferentes tipos de testes, gerando mais de 28 mil ensaios anuais.

“A história da companhia é eterna, uma trajetória de sucesso que rompeu barreiras e hoje nos coloca como referência no mercado mundial. Chegamos até aqui graças ao nosso incansável time de colaboradores, que se dedica para entregar o melhor aos nossos clientes. São eles a parte mais do que especial neste caminho, afinal de contas, é para eles que trabalhamos diariamente”, finaliza Arlindo Paludo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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