Cargo Sapiens recebe aporte de US$ 1,5 milhão do DGF Investimentos

05/07/2023

A Cargo Sapiens, logtech que desenvolveu uma plataforma baseada em nuvem que utiliza recursos de Inteligência Artificial (IA) para otimizar o processo de contratação de serviços de fretes, acaba de receber um aporte de US$ 1,5 milhão do DGF Investimentos, um dos principais gestores de Venture Capital do País.

Os recursos foram aportados por meio do fundo DGF7, que já realizou 10 investimentos, e serão direcionados ao desenvolvimento de novos produtos e à ampliação da escala comercial. “A Cargo Sapiens está impulsionando a transformação digital na contratação de fretes, com um produto sólido e validado por diversas grandes empresas. Agora é o momento de crescer, e com o aporte do DGF, teremos mais capacidade para ampliar a escala comercial e acelerar o desenvolvimento de novos produtos”, afirma David Pinheiro, fundador e CEO da Cargo Sapiens.

A decisão do DGF de investir na logtech se deveu à constatação de que a sua plataforma dá uma resposta muito eficaz para o desafio das empresas em contratar fretes com mais eficiência e transparência, e, por isso, tem um grande potencial de crescimento. “As características da solução, o portfólio expressivo de clientes nos diversos setores, além da capacidade de expansão, foram alguns dos fatores que nos levaram a investir na Cargo Sapiens”, destaca Sidney Chameh, sócio fundador do DGF, ao observar que a plataforma é pioneira na solução de e-procurement para frete internacional, liderando a transformação digital neste segmento e transacionando bilhões de reais em operações de contratação de fretes.

A solução da logtech foi desenvolvida para potencializar a capacidade de análise das equipes de logística e de compras das empresas para a contratação de fretes nacionais e internacionais, seja de grandes corporações ou mesmo de pequenas e médias empresas, e foi internacionalizada a partir da demanda de clientes, operando na América Latina, América do Norte e Ásia.

A Cargo Sapiens atende alguma das maiores empresas do mundo, nos mais diversos setores, entre os quais se incluem grandes corporações como ArcelorMittal, Ambev, Anglo American, Alpargatas, CSN, Hyundai, Klabin, Stellantis, Usiminas, Vale, Vallourec, entre outras, que ampliaram a eficiência e o nível de governança e compliance na contratação dos fretes.

Como a plataforma opera

Através de uma solução em nuvem, a Cargo Sapiens conecta os embarcadores aos seus provedores logísticos homologados e simplifica todo o processo de equalização das cotações de frete, tanto em cotações SPOT quanto em negociações de fluxos mais robustos a partir de BIDs.

A partir da inteligência embarcada na plataforma, por meio de algoritmos específicos e machine learning, é capaz de conduzir cálculos e projeções extremamente complexas, garantindo a melhor tomada de decisão dos embarcadores na contratação dos fretes, o que permite alcançar resultados que geram redução de custo e ROI.

Outro ponto importante é que o sistema da logtech traz transparência ao suportar o compliance e a governança na categoria de compra de frete.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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