DHL e Fórmula 1® entregam corrida verde em São Paulo

16/11/2022

Como parceira oficial de logística desde 2004 – a mais antiga do campeonato – a DHL está seguindo suas próprias metas de sustentabilidade para ajudar a reduzir o impacto ambiental da corrida de F1® em São Paulo

Seguindo a meta de sustentabilidade de reduzir a zero suas emissões relacionadas à logística, até 2050, e focada em ajudar a Fórmula 1® a atingir seu objetivo de uma pegada de carbono líquida zero, até 2030, a DHL combinou suas soluções verdes e seus programas de voluntariado para entregar uma corrida mais verde para a cidade de São Paulo. Com esse esforço conjunto, a DHL e a F1® reduzem o impacto das emissões de carbono do evento no Brasil por meio de um transporte mais limpo de equipamentos de corrida. A empresa também organizou uma limpeza na praia e no mangue de São Vicente, no início da última semana, onde o artista brasileiro independente Eduardo Srur usou alguns dos resíduos coletados para criar uma exposição de arte chamada Mangue Car, escultura de um carro de F1.

Cláudio Ramos, Diretor de Projetos Industriais do Brasil e do Setor de Renováveis regional ​​– América Latina, DHL Global Forwarding / Crédito: Bruno Colla

Cláudio Ramos, Diretor de Projetos Industriais do Brasil e do Setor de Renováveis regional ​​– América Latina, DHL Global Forwarding, destaca que a empresa é qualificada para fornecer soluções sustentáveis que ajudam os clientes, como a Fórmula 1®, por exemplo, a reduzir a pegada de carbono e o impacto ambiental geral. “Estamos realmente orgulhosos de apoiar a F1® enquanto eles continuam a estabelecer novos padrões em tecnologia automotiva e sustentabilidade. Para a corrida em São Paulo, a DHL e a F1® uniram esforços para aumentar a conscientização sobre a poluição plástica e apoiar as comunidades locais. Somente quando trabalhamos juntos é que trazemos uma mudança maior”, ressalta o diretor.

Como parceiro oficial de logística desde 2004, a DHL está impulsionando o enorme esforço logístico por trás da Fórmula 1®, transportando até 1.400 toneladas de cargas altamente valiosas para cada corrida, incluindo carros de corrida, pneus, peças de reposição, combustível, equipamentos de transmissão e marketing e equipamentos de hospitalidade. Para entregar a corrida em São Paulo, a DHL utilizou soluções de transporte multimodal, incluindo frete terrestre e marítimo, para reduzir o impacto ambiental da logística. A empresa também está equipando toda a sua frota de caminhões dedicados à F1 com GPS para monitorar o consumo de combustível e selecionar as rotas mais eficientes, entre outras soluções, para reduzir as emissões de CO2. Outras medidas incluem o uso de aeronaves Boeing 777 de baixo consumo de combustível da DHL, que reduzem as emissões de carbono em 18% em comparação com as aeronaves tradicionais.

John Williams, chefe da DHL UK Motorsports, DHL Global Forwarding /
Crédito: Bruno Colla

John Williams, chefe da DHL UK Motorsports, DHL Global Forwarding, comemora o fato da empresa gerenciar há quase 40 anos a logística da Fórmula 1® e também com o crescimento contínuo da popularidade do esporte, com cada vez mais etapas sendo adicionadas ao calendário da temporada. “Estamos entusiasmados por poder trazer os equipamentos e carros para a corrida em São Paulo, assim como para todo o mundo. Não estamos apenas focados em entregar a corrida ao redor do mundo, mas também em fazê-la da forma mais sustentável possível”, explica Williams.

Entregar corridas com compromisso sustentável faz parte do Deutsche Post DHL Group’s Sustainability Roadmap para acelerar negócios sustentáveis ​​nos próximos dez anos. Isso inclui um investimento de 7 bilhões de euros até 2030 em operações de logística limpa, com o objetivo de reduzir as emissões de 39 milhões de toneladas em 2021 para menos de 29 milhões de toneladas até 2030. Para atingir sua meta, o grupo aumentará a participação de combustíveis sustentáveis ​​em linha de transporte para mais de 30%, aumentar a mistura de combustível de aviação sustentável (SAF) para mais de 30% e oferecer alternativas verdes para 100% de todos os principais produtos e soluções.

Somente este ano, o grupo comprou mais de 830 milhões de litros de combustível de aviação sustentável e, recentemente, a DHL Global Forwarding comprou aproximadamente 60 milhões de litros de combustíveis marítimos sustentáveis. Além disso, desde o mês passado, o grupo oferece serviços de transporte com clima neutro para todos os modos de transporte com o serviço GoGreen Plus, uma oferta de produtos que faz parte do roteiro de sustentabilidade de médio prazo do Grupo para 2030.

No dia 6 de novembro, a DHL colaborou com a EcoFaxina, uma organização local de meio ambiente e conservação, bem como a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento de Vidas), organização sem fins lucrativos dedicada à prevenção de afogamentos, para remover da praia de Itaquitanduva, em São Vicente, e o estuário de Santos e São Vicente, da maior quantidade de resíduos possível.

Voluntários da DHL e EcoFaxina passaram 4 horas na praia de Itaquitanduva e no mangue. O grupo recolheu quase meia tonelada de resíduos, que foram reciclados e parcialmente utilizados em uma instalação de arte, a Mangue Car, que foi exibida na corrida deste fim de semana. A obra é de autoria de Eduardo Srur, artista plástico especializado em utilizar resíduos como matéria-prima para suas obras, que aproveitou o material coletado para desenvolver a escultura, em forma de um carro de Fórmula 1.

A escultura reproduz em tamanho real um carro de F1®, versão 2022, feita com resíduos coletados por voluntários da DHL na praia de Itaquitanduva em São Vicente, no Estuário de Santos e no mangue de São Vicente / Crédito: Bruno Colla

“Assim como a Fórmula 1, a DHL tem como prioridade de agenda avançar nas metas de sustentabilidade, e decidimos chamar a atenção para a poluição marinha no caso do Brasil, que apresenta altos índices de descarte de rejeitos no oceano. É uma enorme satisfação poder fazer parte desta iniciativa e contribuir para estimular a conscientização desse problema ambiental. Mais do que isso, a instalação tem o valor simbólico da união dos brasileiros em prol de uma ação para melhorar o ambiente e a qualidade de vida da comunidade”, disse Srur.

Este ano marca também uma nova era para a Fórmula 1®, com carros totalmente novos e projetados para ações mais imediatas, além de maior segurança e sustentabilidade. Os novos veículos serão movidos a combustível E10, mistura com 90% de combustível fóssil e 10% de etanol, aproximando a Fórmula 1® da meta dos motores híbridos, de abastecimento 100% sustentável, até 2025.

Parceira oficial de logística da Fórmula 1® desde 2004 e patrocinadora global mais antiga do evento, a equipe da DHL conta com mais de 50 profissionais especializados em automobilismo, sendo 35 deles exclusivamente dedicados ao deslocamento logístico da competição pelo mundo, trabalhando de perto com a organização da Fórmula 1® e com as equipes para garantir todo o suporte necessário para as corridas e testes oficiais. Esta equipe gerencia o deslocamento dos carros, motores, pneus, peças de reposição e outros equipamentos em geral, além de centenas de toneladas de equipamentos relacionados ao marketing, alojamento e produção de TVs. A DHL também disponibiliza um sistema de rastreamento preciso das cargas ao durante os deslocamentos, além de serviços de desembaraço aduaneiro.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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