Tayguara Helou é reeleito para mais três anos a à frente do SETCESP

21/11/2018

Na última terça-feira (13) Tayguara Helou, foi reeleito presidente do SETCESP – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região para o próximo triênio (2019-2021). A eleição aconteceu na sede da entidade em São Paulo, em sua Central de Atendimento em Jundiaí e pela internet para associados nos planos sindical e assistencial.

Simultaneamente à eleição aconteceu o tradicional almoço mensal com a diretoria plena da entidade, na ocasião Tayguara aproveitou para apresentar ao público os resultados de sua primeira gestão e suas propostas para os próximos anos.

“Realizamos o 33º almoço da diretoria plena aqui no SETCESP nos mesmo dia da votação para a chapa na qual eu fui, de forma unânime, reconduzido à reeleição do SETCESP. Estou muito feliz com essa indicação e também em ver os resultados da minha primeira gestão, pois o SETCESP cresceu, nesses três anos, 76% em nível de associados, ou seja, temos mais empresas participando e buscando soluções que efetivamente ajudam a reduzir os seus custos, alavancar as suas receitas, e rentabilizar as suas receitas”, destacou Tayguara.

Em seu primeiro mandato Tayguara aumentou significantemente o número de transportadoras associadas ao sindicato, que foi de 1.365 em janeiro de 2016 para 2.562 em outubro de 2018. Foram mais de 20 eventos realizados por ano recebendo, em média, mais de 2.800 pessoas. Já nas mídias sociais a atuação da entidade chegou a quase 13 mil seguidores e mais de 2 milhões de pessoas alcançadas em suas publicações nesse primeiro triênio.

Também foram criados oito novos serviços: LDT – Linha Direta do Transportador, Clube de Compras, Central de Atendimento do SETCESP em Jundiaí, Suporte ao Transportador para o acompanhamento dos caso de roubo de cargas, parceria para desconto na realização dos Exames Toxicológicos, IPTC – Instituto Paulista do Transporte de Carga, Laboratório SETCESP de Inovação e Janela de Negócios para fomentar o networking entre empresários e executivos do setor.

Entre diversas conquistas podemos destacar o aumento do VUC de 6,30m para 7,20m na cidade de São Paulo, a criação e participação de um representante da entidade no grupo de secretários de transportes da GRMSP – Grande Região Metropolitana de São Paulo e a não obrigatoriedade de um farmacêutico por unidade empresarial, entre outras grandes vitórias que impactam diretamente na rentabilidade das transportadoras.

ECONOMIA: As transportadoras associadas registraram 11% de economia média na compra de insumos via Clube de Compras; mais de R$ 8 milhões em banco de horas em três anos; mais de R$ 1 milhão referente a Desoneração da Folha de Pagamento no período de jul/17 a dez/18; mais de R$ 10 milhões de economia média com a contratação de um único farmacêutico para empresas com pelo menos duas unidades e R$ 4.380,00 de economia a cada R$ 1 milhão de faturamento bruto com a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS.

PROPOSTAS: Para sua nova gestão Tayguara aposta na “continuidade sem continuísmo” e trabalhará em questões como: eventos com temas definidos de acordo com a necessidade do momento do mercado, profissionalização e governança para a administração da entidade, comunicação pró ativa, expansão das CAS para outros municípios da base territorial do SETCESP e SETCESP Digital com ensino à distância e disponibilização de serviços online para associados.

ELEIÇÃO

A eleição de chapa única aconteceu das 9h00 às 16h00 a favor da reeleição de Tayguara.

“O Tayguara fez um ótimo trabalho em prol da nossa categoria nesse primeiro mandato e acredito que no segundo as coisas vão evoluir ainda mais”, afirmou Wagner da Silva, diretor da WT Log Transporte e Logística, após registrar seu voto.

Para Ivan Holgado, gerente da filial da Frilog de São Paulo, a gestão do Tayguara promoveu muitos benefícios ao setor. “Como gerente de transportadora eu posso dizer que ele promoveu conhecimento no setor em relação a vários temas, como no caso do e-Social por exemplo, promovendo encontros e palestras. Ele sempre tem ótimas ideias e precisa dessa nova gestão para fazer ainda mais pelo TRC”, destacou.

A chapa de Tayguara Helou para seu segundo mandato está assim constituída: Altamir Filadelfi Cabral, Antonio Luiz Leite, Antonio Tibúrcio de Santana Neto, Armando Masao Abe, Barbara Pereira Calderani, Celso Masson, Celso Rodrigues Salgueiro Filho, Hélio José Rosolen, José Maria Gomes, Luis Alexandre Duarte, Luis Felipe Machado, Marcelo Rodrigues, Marinaldo Barbosa dos Reis, Paulo Estevam Scremim, Roberto Mira, Roberto Mira Junior e Thiago Menegon.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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