Wilson Sons Ultratug Offshore recebe o primeiro PSV 5.000

08/07/2016

A Wilson Sons Ultratug Offshore, joint venture entre o Grupo Wilson Sons e o Grupo Ultramar, recebeu na última sexta-feira (1º) seu primeiro PSV (Platform Supply Vessel) 5.000. A embarcação, batizada como Larus, foi encomendada a partir do resultado da sexta rodada do Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam), e portanto, já tem contrato assinado com a Petrobras. A construção ficou a cargo da Wilson Sons Estaleiros, no Guarujá.

“Originalmente, a sexta rodada do Prorefam pedia PSVs 4.500. No entanto, nos adiantamos às tendências do mercado e encomendamos embarcações ainda maiores e mais potentes, mostrando nosso compromisso em melhor atender nossos clientes”, comenta o diretor executivo da Wilson Sons Ultratug Offshore, Gustavo Machado.

Já Adalberto Souza, diretor executivo da Wilson Sons Estaleiros, destaca a entrega da embarcação dentro do prazo estipulado. “Esse é um importante diferencial do nosso trabalho. Além da nossa capacidade técnica, temos um histórico de entregas muito bom, um diferencial relevante no nosso mercado”, diz o executivo.

O PSV Larus tem 85,25m de comprimento, 19m de boca, calado de 6,30m, além de 5.000 toneladas de porte bruto. Conta com tecnologia e projeto de engenharia Damen e financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM), concedido por meio do BNDES.

A embarcação possui um guindaste sobre trilhos (tipo pórtico) instalado sobre o Cargo Rail da embarcação, que permite uma melhor otimização do uso da área de convés com a arrumação das cargas.

Essa é a 20ª embarcação da companhia. A Wilson Sons Ultratug Offshore possui 18 PSVs em contrato com a Petrobras e outros dois disponíveis para novos projetos no Brasil. Até o fim deste ano, mais duas embarcações serão incorporadas à frota da companhia: uma embarcação será entregue pela Wilson Sons Estaleiros, com especificações semelhantes às do PSV Larus, e um PSV 3.500 será entregue pelo estaleiro POET (Cingapura).

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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