Aeroporto de Fortaleza terá R$1,3 bilhão em investimento

29/06/2016

Após anos paradas, as obras de reforma e ampliação do Aeroporto Internacional de Fortaleza – Pinto Martins finalmente poderão decolar a partir do próximo ano. Isso porque está prevista, até o fim de 2016, a realização de um leilão para a concessão do terminal à iniciativa privada pelo prazo de 30 anos, o que proporcionará um investimento da ordem de R$ 1,3 bilhão no equipamento durante o período.

A ampliação do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves e de cargas é uma das obras obrigatórias, devendo ser executada ainda nos dois primeiros anos de concessão. O pátio de aeronaves deverá disponibilizar área para, no mínimo, 14 aeronaves código C, duas código D e uma código E, entre as quais 12 pontes de embarque (também chamadas de fingers).

No entanto, as estruturas que foram erguidas para a ampliação do aeroporto – e que custaram R$ 52,5 milhões aos cofres públicos até a suspensão dos serviços – podem não ser utilizadas. Ainda que a Agência Nacional de Aviação Nacional de Aviação Civil (Anac) tenha recomendado a consideração da estrutura no estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, a concessionária não é obrigada a aproveitar a obra abandonada.

Melhorias

A concessão fará com que a capacidade do aeroporto, atualmente de 6,3 milhões de passageiros por ano, mais que quadruplique e chegue a 27,6 milhões até o fim da concessão, em 2046. O lance mínimo previsto para o arremate é de R$ 1,5 bilhão e a concessionária terá de promover melhorias imediatas nas instalações, que precisam ser concluídas até o término da transição operacional (que deve durar de sete a dez meses após o leilão).

Entre as ações imediatas a serem executadas pela concessionária estão a disponibilização de internet Wi-Fi gratuita de alta velocidade em todo o terminal, a melhoria das condições de utilização de banheiros e fraldários, e a revisão dos sistemas de climatização, escadas rolantes, esteiras rolantes, elevadores e esteiras para restituição de bagagens do aeroporto.

Também devem ser melhorados os sistemas de iluminação das vias de acesso de veículos aos terminais, no estacionamento, nos terminais de carga e em outros setores que envolvam a movimentação de passageiros e seus acompanhantes em terra, além da revitalização e atualização das sinalizações de informação dentro e fora do terminal. Outra medida é a correção de fissuras, infiltrações, manchas e desgastes na pintura de paredes, pisos e forros.

Obrigatórias

Além da ampliação nos primeiros dois anos, a concessionária também deverá realizar novas intervenções no terminal nos terceiro e quarto anos de concessão, para que ele atinja o nível de serviço estabelecido para o aeroporto. A esse ponto, a empresa deverá disponibilizar pátio de aeronaves com área para, pelo menos, 16 aeronaves código C, duas código D e três código E, dentre as quais, 14 pontes de embarque. Também está previsto que, até 2020, a pista de pouso e decolagem seja ampliada para, no mínimo, 2.755 metros de comprimento.

Esses e outros requisitos foram apresentados pela Anac em audiência pública realizada no último dia 19 de maio, em Fortaleza. Finalizada essa fase, a agência está realizando ajustes no edital e no contrato atualmente, tendo como base as contribuições concedidas nas audiências pelos participantes, o que não possui prazo determinado.

O próximo passo é a publicação do aviso e divulgação do edital, seguida pelo início dos procedimentos para a realização do leilão, como o recebimento de pedidos de esclarecimento e julgamento de impugnações.

Na última terça-feira (21), o governo decidiu mudar a estrutura societária exigida para ampliar a concorrência nos leilões. Os consórcios não serão mais obrigados a ter participação societária de um operador portuário, de forma que os serviços como check-in dos passageiros até o controle de voo das aeronaves possam ser prestados por meio de um contrato de terceirização.

Antes, exigia-se que o consórcio interessado tivesse um operador aeroportuário com participação societária de, pelo menos, 15%. Apesar da mudança, estão mantidas as condições de habilitação técnica: no aeroporto de Fortaleza, experiência em processamento mínimo de 7 milhões de passageiros em pelo menos um dos últimos cinco anos.

Diferencial

Para a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o processo de concessões trouxe necessárias melhorias à infraestrutura aeroportuária brasileira. A entidade entende que o aeroporto de Fortaleza, assim como os de Florianópolis, Salvador e Porto Alegre, que também serão concedidos, terá a perspectiva de alívio às operações aéreas e até possibilidade de ampliação da operação de acordo com as estratégias comerciais das empresas.

Fonte: Diário do Nordeste

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Leilões de três terminais portuários garantem mais de R$ 226 milhões em investimentos privados
Leilões de três terminais portuários garantem mais de R$ 226 milhões em investimentos privados
Atualização da NR-1 amplia responsabilidade das transportadoras sobre saúde mental a partir de maio de 2026, aponta SETCESP
Atualização da NR-1 amplia responsabilidade das transportadoras sobre saúde mental a partir de maio de 2026, aponta SETCESP
BNDES já aprovou R$ 3,7 bilhões para renovação de frota de caminhões em 1.028 municípios
BNDES já aprovou R$ 3,7 bilhões para renovação de frota de caminhões em 1.028 municípios
Santos Brasil inicia serviço Ásia-América do Sul no Tecon Santos com operação da HMM e ONE
Santos Brasil inicia serviço Ásia-América do Sul no Tecon Santos com operação da HMM e ONE
Acidentes com caminhões geram R$ 16 bilhões em custos e expõem falhas na gestão de frotas, aponta TruckPag
Acidentes com caminhões geram R$ 16 bilhões em custos e expõem falhas na gestão de frotas, aponta TruckPag
Manutenção preventiva em armazéns ganha espaço como vantagem competitiva, aponta Tria Empilhadeiras
Manutenção preventiva em armazéns ganha espaço como vantagem competitiva, aponta Tria Empilhadeiras

As mais lidas

01

Executivos alertam para riscos do “Herói da Logística” no transporte terceirizado
Executivos alertam para riscos do “Herói da Logística” no transporte terceirizado

02

Operadores logísticos de até 50 funcionários ampliam participação e chegam a 38% do setor no Brasil, segundo a ABOL
Operadores logísticos de até 50 funcionários ampliam participação e chegam a 38% do setor no Brasil

03

Vagas no setor logístico e industrial ganham força em diferentes regiões do país
Vagas no setor logístico e industrial ganham força em diferentes regiões do país