Cinco navios realizam operações no cais do Porto Novo

25/05/2016

O Porto Novo está com boa movimentação nesta reta final do mês de maio. Estão sendo operados no cais público do Porto do Rio Grande cinco navios realizando carga e descarga na tarde desta segunda feira (23). A estrutura completará em 2016, 101 anos de funcionamento e passa por revitalização.

Entre as operações nesta tarde, estão o navio graneleiro de bandeira da Turquia Lady Belum, com 178 metros de comprimento, que exportará a longo curso carga de arroz; o navio de bandeira brasileira Pio Grande com a mesma metragem carrega toras de madeira com destino ao Espírito Santo e, o panamenho Genius Star IX carrega máquinas e equipamentos. Descarregam na zona portuária os navios Alwine Oldendorff, bandeira de Portugal e com comprimento de 198 metros, operando fosfato de monoamônico e o navio que chega de Guaíba, João Mallmann com 108 metros, realizando a entrega de Celulose.

No 1º trimestre de 2016, o Porto Novo realizou sozinho o movimento de 1.200.584 toneladas. As toras de madeira totalizaram 168.668 toneladas de movimentação quando considerado o período de janeiro a abril, atingindo bons resultados. O cais do Porto Novo não está funcionando em plenitude visto a obra de modernização de 1.125 metros que está em andamento. A obra, orçada em R$98 milhões do Governo Federal, ainda no 1º semestre, poderá entregar um berço atracável para funcionamento.

Instalação de fábrica de pellets é tema de reunião na SUPRG

Aconteceu na manhã desta segunda-feira, 23, uma reunião entre empresários da Energy America Brazil Wood Resources Ltda. e a direção da Superintendência do Porto do Rio Grande. A empresa formalizou na última semana a instalação de uma fábrica de pellets no Distrito Industrial do Rio Grande que irá utilizar também o complexo portuário para exportação do material. O investimento inicial na cidade chega a R$ 24 milhões.

O investimento consiste de três fases que foram apresentadas a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul sendo que a primeira deverá ser a produção de 70 mil toneladas/ano de pellets para a exportação; a dois consiste na produção e exportação de 400 mil toneladas/ano de cavacos de madeira a granel e; a terceira será a produção e destinação de mais 350 mil toneladas/ano para o mercado externo. “É um grande projeto que traz inúmeros benefícios para cidade e para o porto. Serão diversos empregos gerados de forma direta e indireta. Um investimento avaliado pela Secretaria de Desenvolvimento que beneficia diretamente o complexo portuário”, afirma o diretor-superintendente, Janir Branco.

“A reunião que tivemos com a empresa serve para darmos continuidade ao processo de instalação iniciado pelo secretário de Estado, Fabio Branco. O pellets é um combustível granulado fabricado a partir de diversos tipos de biomassa renovável. A matéria prima para produzir pellets virá do eucalipto, pinus e acácia de florestas cultivadas na região sul do estado. A indústria absorverá, também, resíduos de madeireiras gaúchas em atividade. A Energy América Brazil Wood instalará a unidade industrial de fabricação de pellets em uma área de 261.212,73 m² no Distrito Industrial.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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