Alemães querem fazer negócios com cearenses

10/03/2016

Interessados no potencial do Ceará na área de energias renováveis, sobretudo a eólica e solar, uma comitiva de 12 empresários de Baden-Württemberg, na Alemanha, veio ao Estado em busca negócios e parcerias com empresas locais. Na tarde de ontem, o grupo participou de uma rodada de negócios com cerca de 60 empresários cearenses.

Embora o setor energético apresente as maiores oportunidades no Estado, os alemães também apresentaram produtos e serviços relacionados às áreas de infraestrutura industrial, construção civil, logística, saúde e de engenharia ambiental. O encontro foi realizado na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Ao fim da reunião, empresários alemães e cearenses firmaram um protocolo de intenções para futuras negociações.

Para o superintendente do Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN/CE), Eduardo Bezerra, as conversas com os alemães podem resultar, por exemplo, na transferência de tecnologia para empresas cearenses e na operação consorciada de empresas cearenses e alemãs.

O presidente da Fiec, Beto Studart, ressaltou que o Ceará é um celeiro dos segmentos de energia solar e eólica, devido as condições de sol e vento, e que os alemães podem fazer grandes parcerias no Estado. “Nós temos um campo muito bom na área fotovoltaica para a gente poder estabelecer esse grande segmento econômico”.

Durante sua apresentação, Uwe Habermann, membro do Grupo MeyerBurger, disse apostar na geração fotovoltaica. “Queremos participar e colaborar com essa indústria”.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), o Ceará tem cerca de dez empresas alemãs instaladas ou em processo de instalação. “Apresentamos o nosso potencial enorme em energias renováveis. E acredito que o Ceará, com toda sua solidez financeira, é um estado que vem se sobressaindo”, afirmou.

Para Beto Studart, a cooperação entre os setores público e industrial é fundamental para dar mais velocidade ao desenvolvimento desses projetos. “Essa conjugação de empresário e governo, pelas mãos do governador Camilo Santana, mostra o grande momento do Ceará”.

No domingo (6), a comitiva visitou o Complexo Portuário e Industrial do Pecém (Cipp), onde conheceu, além do Porto, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Está prevista para a primeira quinzena de julho uma missão de empresários cearenses à Baden-Württemberg.

Comércio

Em 2015, os itens mais importados pelo Ceará da Alemanha foram: “Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos” (US$ 39,2 milhões); “Plásticos e suas obras” (US$ 17,3 mi); e “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos” (US$ 6,8 mi). Já os principais itens exportados pelo Ceará para a Alemanha no ano passado, foram: “Máquinas, aparelhos e materiais elétricos” (US$ 43,7 mi); “Gordura e óleos animais/vegetais, ceras de carnaúba” (US$ 9,7 mi); e “Peles, exceto as peles com pelo, e couros” (US$ 7,2 milhões).

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