3M inaugura nova fábrica em Manaus

03/12/2015

A 3M inaugura hoje, dia 2, uma nova fábrica em Manaus, no Amazonas. Com 16 mil m² de área construída a unidade é o dobro da anterior e foi projetada para comportar o crescimento da multinacional no estado nos próximos anos, dando ênfase à sustentabilidade, um dos pilares dos negócios da empresa. Com investimento de US$ 30 milhões, o projeto arquitetônico e a execução da obra foram pensados de maneira a reduzir os impactos ambientais e preservar do entorno.

Instalada na rodovia AM-010 que liga Manaus a Itacoatiara, a nova fábrica tem acesso fácil para as principais rodovias da região, facilitando o transporte de produtos. Ela foi construída em terreno de 260 mil m² e, com isso, atende aos planos de ampliação do parque fabril. A previsão é que nos próximos cinco anos o número de funcionários salte de 180 para 400. O plano prevê também o incremento no portfólio de itens fabricados no estado nos próximos anos. Atualmente são produzidos produtos de quatro divisões de negócios e 15 linhas, entre eles os Post-Its, filtros de privacidade, fitas para fechamento de caixas e fitas isolantes.

“A unidade anterior, inaugurada em 2007, não comportava qualquer ampliação e a 3M Manaus é considerada relevante dentro do plano estratégico da empresa, pois está em um polo em expansão”, explica Afonso Chaguri, diretor presidente da 3M Manaus. As operações em Manaus representam 11% do faturamento total da 3M no Brasil e 95% do que é produzido no estado é distribuído para todas as unidades da federação.

O investimento levou em conta a sustentabilidade e não inclui o maquinário – que foi transferido da fábrica anterior. Entre os destaques estão o sistema de iluminação em LED em todo o parque fabril – que gera uma redução no consumo de energia em torno de 50% –, isolamento térmico e acústico do telhado e sistema de tratamento de água.

O isolamento térmico é responsável pela redução do uso de ar condicionado, por exemplo, garantindo aos trabalhadores temperatura adequada durante o expediente e baixo consumo de energia. O abastecimento de água da fábrica e do sistema de combate a incêndio é feito através de poços artesianos. Os processos fabris consomem pouca água e a refrigeração do ar condicionado conta com sistema fechado de recirculação.  Já os rejeitos líquidos domésticos passam por tratamento antes de serem devolvidos à natureza.

A reciclagem, que já acontecia na unidade antiga, também foi contemplada nas operações da nova fábrica. Atualmente 70% dos resíduos não aproveitados são destinados para o mercado de reciclagem. A meta é chegar a 100% nos próximos anos. “É uma construção muito moderna e com impactos ambientais mínimos”, diz Chaguri. Antes da obra – executada em 11 meses – a 3M catalogou toda a fauna e flora e elaborou um estudo de impacto da vizinhança para garantir a preservação da região. A 3M está presente no Amazonas desde 2007.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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