Desconto no Imposto de Renda e despreocupação com manutenção, preservação e armazenagem dos paletes são pontos que levam as empresas a utilizarem os serviços de locação dessas plataformas para carga.
Direto ao assunto: quais as vantagens da locação de paletes? Valdir Cirielli, sócio-gerente da Matra do Brasil (Fone: 11 4648.6120), que loca paletes de madeira; Ivan Riado, gerente comercial e marketing da Myers do Brasil (Fone: 19 3847. 9993), locadora de paletes injetados em PEAD; Guilherme Aron, gerente nacional de vendas de paletes plásticos da Schoeller Plast do Brasil (Fone: 11 3044. 2151); e Marcos Antonio Ribeiro, diretor de negócios da Unipac (Fone: 11 4166.4260), que também atua na locação de paletes plásticos, expõem os dois fatores principais:
1. Desoneração do ativo fixo da empresa. A locação do palete reflete na área fiscal como despesa de caixa ou de aluguel, desonerando a empresa em sua declaração de renda. Assim, pode destinar seu capital para investir na sua atividade principal. Cirielli, da Matra, comprova: “temos ciência de casos nos quais a despesa com a locação dos paletes derrubou a alíquota do IR, tornando a locação praticamente gratuita”.
2. Isenção da manutenção. A empresa que alugou os paletes fica livre de manutenção em caso de paletes quebrados. Não precisa, também, ocupar espaço interno com eles e ter cuidados com a preservação quando fora de uso. Com isso, economiza-se com os custos de manutenção.
Cirielli, da Matra, declara, ainda, que vários fatores podem levar uma empresa a optar pela locação de paletes, como sazonalidade. Como exemplo, cita o caso de uma fábrica de sorvetes que produz, obviamente, com muito mais intensidade no verão. “Com isso, a necessidade de paletes para estocagem cresce muito durante o outono, inverno e parte da primavera. Neste caso, a locação é extremamente interessante, pois propicia ao produtor pagar pelo palete somente o período em que ele estiver em uso”, explica.
Cirielli também expõe outras razões ou facilidades que levam à locação de paletes: trabalhar com a quantidade necessária deles, elevando ou diminuindo de acordo com o volume de produção e estoques; e possibilidade de recebimento dos paletes imediatamente. “A compra demandaria algum tempo em função da alocação de verba, consulta ao mercado, negociação e prazo de entrega”, diz.
Riado, da Myers, acrescenta mais fatores determinantes na decisão pela locação: excelente negócio para operações simples de transferência de produtos ou onde exista a facilidade e garantia de retorno dos paletes vazios, se a empresa faz uma operação de um ponto a outro somente, sendo que a própria empresa é responsável pela operação funcionar perfeitamente, e também em outras operações, se o retorno dos paletes vazios for garantido; e a locatária não corre o risco de ficar sem paletes na cadeia de suprimentos. “Além disso, a padronização das operações também é fator relevante de economia em logística”, complementa.
Para Aron, da Schoeller Plast, a empresa deve optar pela locação de paletes no caso de operações pontuais de atendimento a alguma necessidade. “Fora isso, o aluguel pode se tornar vantajoso se o desembolso inicial não compensar a operação”, acrescenta.
Aron considera que falta de capital para investimento é um dos fatores que pode levar à locação de paletes. Ribeiro, da Unipac, concorda, e adiciona outro fator: a locação pode ser usada quando o movimento dos paletes entre o cliente e a empresa for superior a duas viagens por mês para o mesmo palete.
Quanto aos problemas do processo, Riado, da Myers, considera que com um contrato bem elaborado e um produto bem adequado à operação não existe risco. “O maior risco talvez seja a perda dos paletes pelo locatário, mesmo assim ele não ficará sem o palete em seu circuito, apenas terá que ressarcir o locador”, expõe.
Cirielli, da Matra, ressalta que quando a locação se dá com empresas profissionais e feitas com contratos bem elaborados, com obrigações e deveres distribuídos entre contratada e contratante, raramente têm-se problemas.
Aron, da Schoeller Plast, reitera que se o contrato for bem redigido e se houver boa fé dos envolvidos, não haverá nenhum problema.
Ribeiro, da Unipac, fecha o assunto avaliando que os problemas acontecem quanto o parceiro não é confiável. “Devem ser considerados qualidade de produto, qualidade de atendimento e serviço (produto disponível em tempo compatível com a necessidade), e perda dos paletes do fornecedor”, conclui.








