Discurso precisa ser comprovado na ação

14/11/2016

Um exemplo vale mais que mil palavras. Este material objetiva permitir que cada um de nós reflita sobre suas atitudes e comportamentos diários, nos vários papéis que representamos, com ênfase no de administrador, de gestor público, privado ou em ONGs.

Comecemos por recordar quais sejam, de fato, as principais responsabilidades, os deveres, de um gerente, de um gestor ou, se preferirem, de um líder – Ei-los, de forma bastante sintética:
1) Obter resultados positivos para a empresa, garantindo sua perpetuação, seu contínuo desenvolvimento
2) Atender com alta qualidade e respeito os públicos internos e externos de sua organização (seus “stakeholders”);
3) Ser um condutor, um formador de pessoas – os seres humanos com os quais se relaciona, com ênfase em sua equipe profissional;

Vamos considerar esta última missão, este último dever. Para que possamos contribuir na formação de pessoas, algumas verdades devem ser recordadas:

Não existem dois seres humanos exatamente iguais. Assim, devemos cuidar, tratar especificamente de cada pessoa, como um ser à parte, constituído com sua própria escala de valores, sua formação – enfim, sua personalidade.

De fato, nada ensinamos – os outros é que aprendem! Neste caso, então, vemos grande complexidade: as pessoas aprendem se quiserem, na intensidade e profundidade que quiserem, quando quiserem e, por aí a fora.

Permitam-me proceder a uma pequena (todavia, muito grande) modificação em um ditado popular:

“ Se o aluno não aprendeu é que o professor não ensinou ou, ao fazê-lo,  não amou o quanto deveria”.

É isso! Devemos amar o que fazemos, doarmo-nos às nossas tarefas, às nossas obrigações, primando pela ética e responsabilidade.

Muitos administradores, gerentes ou líderes conhecem tais verdades e as mencionam sempre que tenham oportunidade para tal. Contudo, uma coisa é falar. Outra, muito diferente, é colocar em ação estas verdades!

Quantos profissionais conhecemos que têm poder de decisão nas empresas, que falam muito sobre as técnicas de negociação, de participação, de gerenciamento democrático, de qualidade total, etc., mas continuam sendo centralizadores, coercitivos, ditadores mesmo! Muitas chegam a tratar os companheiros de equipe com grosseria, de modo agressivo, impiedoso, sarcástico. De que valem os conceitos, se não os vivenciarmos, se não os colocarmos em prática?

Claro, não conseguiremos mudar nosso comportamento, nossas atitudes, de uma única vez, de hoje para amanhã. Mas, uma ação, por mais simples que seja, repetida diariamente, se transforma em um hábito e, os hábitos constituem nossa maneira de ser, nosso caráter. Por outro lado, não devemos “ir com muita sede ao pote”. Não podemos querer tudo ao mesmo tempo, sob risco de nada de positivo obtermos. Devemos iniciar nosso programa de mudança, de transformação pessoal pela adoção de pequenas ações, mas fazê-lo com consistência e perseverança. Ações tais como:
· Falar “bom dia”, “boa tarde “, “boa noite”, “até logo”, “até amanhã “, ao chegarmos ou sairmos;
· Dizer “por favor”ao transmitirmos instruções, ao solicitarmos que alguém faça alguma coisa da qual necessitamos;
· Concluir com um “muito obrigado” sempre que recebermos o resultado de nossas solicitações ou formos obsequiados por alguém.
· Não esquecer de dar “parabéns”, “continue assim”, quando alguém realizar um bom trabalho.
· Sempre que oportuno, deixe claro para todos a real importância do trabalho que realizam, fundamental para o sucesso da equipe, da organização – seja ela pública, privada ou ONG.

Em suma, são pequenos atos de atenção e de respeito humano que seguramente em muito contribuirão para que haja menores distâncias entre os nossos discursos (o que falamos) e as nossas ações (o que fazemos), em qualquer lugar ou situação em que nos encontremos.

Vamos lá, aplique estes e outros procedimentos semelhantes, importantes para melhorar o ambiente de trabalho, a cultura organizacional de sua empresa, e, por que não, sua própria vida, profissional, social ou familiar.

Comece imediatamente e seja perseverante, determinado e confiante em si mesmo. Afinal, a ciencia nos demonstra (embora poucos o divulguem!) que cada um de nós já é um vencedor desde o momento da fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Naquela corrida, ele venceu cerca de 6 milhões de concorrentes!

Vamos à luta e à vitória, vivendo com mais otimismo, alegría, confiança em si mesmo e nos demais! Grande abraço e sucesso!

**Antonio Carlos Cassarro
Professor de graduação, pós e MBAs em várias IEs do Estado de São Paulo
Administrador, Contabilista e Economista
Conselheiro do CRA-SP (Conselho Regional de Administração de S. Paulo

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