Postura da mulher no mundo corporativo

05/05/2009

Ao longo da história identificamos quatro maneiras distintas de relacionamento entre mulheres e homens no ambiente de trabalho.
Podemos descrever estes modelos alternativos sob os seguintes títulos:

Dependência, Co-Dependência, Independência e Interdependência.
 
Vamos examinar o perfil de cada alternativa e suas implicações:
 
1. DEPENDÊNCIA – trata-se de uma fase de relacionamento infantilizado em que as mulheres desempenham papéis subalternos. Em decorrência, é esperado que elas se mostrem simpáticas, modestas e vulneráveis à autoridade exercida pelos homens.
      – Exemplo: a secretária que se dedica a servir cafezinho e digitar as cartas ditadas pelo chefe, sem autonomia para contribuir em atividades mais complexas.

2. CO-DEPENDÊNCIA – relacionamento entre homens e mulheres caracterizado por um equilíbrio sim biótico cujas implicações empobrecem a ambos.
      – Exemplo: o estereótipo de que só os homens podem tomar decisões racionais e só as mulheres podem exercitar a intuição, também chamada de sexto sentido feminino.
 
3. INDEPENDÊNCIA – fase caracterizada por uma competição predatória entre homens e mulheres, com conseqüências danosas para ambos os lados. Neste modelo, para desempenhar funções de liderança, a mulher precisa provar que é dez vezes melhor que o homem nas mesmas condições.
 
     – Exemplo: Mulheres executivas que procuram imitar os hábitos e comportamentos masculinos para se sobressaírem em culturas organizacionais tipicamente machistas.
 
4. INTERDEPENDÊNCIA – relacionamento sinérgico em que homens e mulheres desempenham papéis complementares, respeitadas as
peculiaridades masculinas e femininas, sem “reserva de mercado”.
Nesta fase, ambos exercem as diferentes funções de um trabalho em equipe, incluindo a liderança, em igualdade de condições e oportunidades.
 
    – Exemplo: Coordenação de projetos em equipes multifuncionais e interdisciplinares.
 
CONCLUSÕES:
 
–  Estes quatro modelos ainda são encontrados em diferentes empresas e organizações no mercado de trabalho.
 
–  Não se trata de uma evolução em que as mulheres necessariamente tenham que passar pelos quatro modelos.
 
–  Assim, pode-se iniciar uma carreira em qualquer um dos quatro modelos.
 
–  Há mulheres que exercem suas funções em um único modelo ao longo de toda sua carreira profissional.
 
–  Outras podem desempenhar suas funções migrando de um modelo para outro.
 
–  E, finalmente, há mulheres que jamais experimentarão o relacionamento característico de determinado modelo.
 

Américo Marques FerreiraConsultor Sênior do Instituto MVC e autor de Programas E-learning e DVDs em Gestão da Mudança e Team Building
imprensa@institutomvc.com.br

 

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