Inteligência artificial na logística ganha relevância para empreendedores, aponta pesquisa da Loggi

A inteligência artificial na logística vem ganhando espaço como fator estratégico para empresas de e-commerce. De acordo com a segunda edição da pesquisa “Na Rota do E-commerce”, realizada pela Loggi em parceria com a Opinion Box, 33% dos empreendedores atribuem alta importância ao uso de IA por parceiros logísticos, enquanto cerca de 50% consideram esse aspecto moderadamente importante. O resultado mostra que a tecnologia vem se consolidando como um diferencial competitivo na escolha de fornecedores, principalmente em operações que demandam maior eficiência e previsibilidade.

A Loggi, empresa brasileira de tecnologia voltada à logística, atua desde 2013 no desenvolvimento de soluções para entregas e transporte de encomendas em todo o território nacional. Inicialmente focada em entregas urbanas rápidas, a companhia expandiu sua operação e hoje atende o mercado brasileiro de e-commerce, utilizando tecnologia para otimizar processos logísticos.

Segundo Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, a tecnologia vem ampliando o papel estratégico da logística.

“A logística tem um papel cada vez mais estratégico para o crescimento do e-commerce, e a inteligência artificial é um dos principais impulsionadores dessa transformação. Acredito que o uso de tecnologia serve para trazer mais previsibilidade, eficiência e escala para os empreendedores, conectando dados e operação de ponta a ponta. Mais do que adotar IA, o diferencial está em integrá-la de forma inteligente à jornada logística, gerando impacto real no negócio”, afirma.

Inteligência artificial avança

Os dados do levantamento mostram que a confiança na inteligência artificial aplicada à logística já é elevada entre os empreendedores. Segundo a pesquisa, 93% afirmam confiar na tecnologia para apoiar operações mais eficientes, indicando que a IA deixou de ser apenas uma tendência para assumir papel relevante na rotina operacional, especialmente em atividades que exigem rapidez, análise de dados e ganho de produtividade.

Entretanto, a pesquisa revela que a adoção ainda ocorre de forma gradual. Apenas 13% dos entrevistados afirmam confiar plenamente na inteligência artificial. Outros 47% dizem utilizar a tecnologia, mas consideram indispensável a validação humana, enquanto 33% enxergam a IA apenas como ferramenta de apoio às decisões.

Esse cenário demonstra que a adoção da tecnologia ainda segue um modelo híbrido, combinando inteligência artificial e supervisão humana. Ao mesmo tempo, evidencia oportunidades para ampliar a maturidade das soluções, sua integração aos processos e a confiança dos usuários.

Na prática, os empreendedores identificam maior potencial de aplicação da IA justamente em atividades nas quais falhas operacionais podem gerar impactos financeiros. A redução de erros aparece como principal possibilidade de uso, sendo mencionada por 50% dos entrevistados. Em seguida estão o atendimento pós-venda (38%), a organização de pedidos (35%), o controle de estoque (33%) e a previsão de demanda (33%).

Os resultados indicam que a tecnologia tende a ser utilizada para apoiar decisões diretamente ligadas à eficiência operacional e à melhoria da experiência do cliente.

Uso da IA no e-commerce ainda está concentrado em marketing e atendimento

Embora a inteligência artificial na logística venha assumindo funções cada vez mais estratégicas, a pesquisa mostra que, no e-commerce, sua utilização ainda ocorre principalmente em atividades ligadas ao marketing e ao relacionamento com o consumidor.

Segundo o levantamento, 44% dos empreendedores utilizam IA para criar ou aprimorar descrições de produtos. Outros 32% empregam a tecnologia na geração de títulos e anúncios, enquanto 27% a utilizam para automatizar o atendimento ao cliente.

A comparação entre os resultados sugere que, enquanto a logística já começa a incorporar a inteligência artificial em processos centrais da operação, grande parte do comércio eletrônico ainda concentra seu uso em aplicações táticas, indicando espaço para ampliar o emprego da tecnologia em áreas voltadas à inteligência de negócios.

A segunda edição da pesquisa “Na Rota do E-commerce” foi realizada pela Loggi em parceria com a Opinion Box entre fevereiro e março de 2026. O estudo entrevistou mais de 150 empreendedores brasileiros de e-commerce, com faturamento anual entre R$ 80 mil e R$ 5 milhões, e buscou compreender o perfil, os desafios e as estratégias relacionados ao uso da inteligência artificial nos negócios.

Acesse o material completo neste link.

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