A Wilson Sons, operadora de logística portuária e marítima com mais de 188 anos de atuação no Brasil, iniciou testes com drones para entrega e coleta de documentos destinados a navios de apoio a plataformas de petróleo e gás na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A iniciativa é conduzida por meio da Agência Marítima da companhia e conta com o suporte da Base de Apoio Offshore Rio.
Os testes começaram em 6 de abril e marcam uma nova etapa de uma iniciativa que já havia sido realizada anteriormente no Porto de Salvador, na Bahia. Agora, a operação busca avaliar a viabilidade técnica do uso de veículos aéreos não tripulados em atividades ligadas à logística offshore, especialmente no atendimento a embarcações de apoio do setor de óleo e gás.

Os drones e os sistemas não tripulados utilizados na operação pertencem à Speedbird Aero, empresa especializada nesse tipo de serviço e que, segundo as informações divulgadas, já contabiliza mais de mil voos no segmento offshore em Singapura.
Para a realização dos testes no Brasil, foram emitidas autorizações e licenças pelos órgãos responsáveis, entre eles a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A atual fase da operação é considerada uma Prova de Conceito (Proof of Concept), voltada à validação operacional e técnica da solução.
Segundo a companhia, os drones podem transportar documentos e pequenos objetos de até cinco quilos. Além disso, o tempo médio estimado entre a Base Rio e as embarcações é de até nove minutos em um percurso aproximado de oito quilômetros.
De acordo com Rodrigo Lopes, gerente de Operações da agência marítima da Wilson Sons, a adoção da tecnologia representa um avanço para as operações portuárias e marítimas.
“O uso de drones para entregas pela Wilson Sons é um marco no setor portuário e de logística, pois torna as operações ainda mais seguras e eficientes, contribuindo, por meio da inovação e da adoção de novas tecnologias, com a descarbonização da indústria de energia offshore e o desenvolvimento sustentável do Brasil”, diz Lopes.
O gerente destaca que o uso dos drones também está relacionado à busca por maior segurança operacional nas entregas realizadas em áreas marítimas. Nesse contexto, a redução do deslocamento de embarcações de apoio para pequenas entregas pode contribuir para diminuir emissões associadas às operações logísticas.
Para Edwardo Valverde, gerente-geral de Operações das Bases de Apoio Offshore da Wilson Sons, os testes acompanham um movimento de modernização das operações do setor energético no país.
“Essa tecnologia eleva a eficiência das operações offshore e contribui diretamente para metas de sustentabilidade, fortalecendo nossa atuação no apoio à redução de emissões de gases de efeito estufa de nossos parceiros”, finaliza Valverde.








