A VLI, companhia de soluções logísticas que atua nos segmentos ferroviário, portuário e de terminais, prepara um investimento de cerca de R$ 1,2 bilhão na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) em 2026. O aporte ocorre em um momento decisivo para a concessão da malha ferroviária e marca o quarto ano consecutivo em que a empresa mantém investimentos acima de R$ 1 bilhão, mesmo com o processo de renovação ainda não concluído.
Os recursos serão destinados, principalmente, à manutenção da via permanente, ao material rodante e a outras melhorias estruturais, com foco na segurança operacional e na excelência do serviço. Dessa forma, o volume acumulado de investimentos da VLI na FCA entre 2023 e 2026 deve alcançar aproximadamente R$ 4,8 bilhões. Desde 2014, o total aplicado pela companhia na concessão ultrapassa R$ 17 bilhões.
“Os contínuos investimentos da VLI na FCA reafirmam nosso compromisso com os clientes usuários desta malha ferroviária, com nossa equipe e com as comunidades que têm interface com a ferrovia, uma vez que os aportes se refletem em ganhos de eficiência e segurança. Ao longo dos seus 15 anos de história, a VLI promoveu a modernização desta malha centenária e se prepara para continuar essa jornada”, afirma Fábio Marchiori, CEO da VLI.

Renovação da concessão da FCA e impactos esperados
Uma vez finalizada, a prorrogação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica poderá desencadear uma nova onda de investimentos superiores a R$ 30 bilhões. A expectativa é de um incremento de mais de 40% nos volumes transportados, beneficiando setores estratégicos da economia brasileira, como agronegócio, indústria, siderurgia e construção civil.
Além disso, o projeto prevê a execução de centenas de obras de melhoria na mobilidade urbana em municípios que possuem interface com a FCA, com impacto direto na qualidade de vida de milhões de brasileiros. A estimativa é de que as obras associadas à renovação da concessão possam gerar mais de 15 mil postos de trabalho.
A renovação também tem potencial transformador para a logística ferroviária brasileira, ao viabilizar a modernização da malha e novos modelos de uso dos trechos existentes. Um dos exemplos é o chamamento público para novos operadores do Corredor Minas-Rio, que, conforme o cronograma do governo federal, deverá ocorrer em abril deste ano.
A Ferrovia Centro-Atlântica exerce papel estratégico ao conectar polos produtores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste aos principais mercados consumidores e corredores de exportação do país. A malha atravessa estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Bahia e São Paulo, sendo fundamental para o escoamento de minério, grãos, combustíveis e produtos siderúrgicos.
Além de impulsionar o desenvolvimento econômico regional, a FCA representa uma alternativa logística mais eficiente e sustentável, contribuindo para a redução de custos de transporte, das emissões de gases de efeito estufa e da sobrecarga da malha rodoviária.
Paralelamente às operações, a VLI mantém iniciativas socioambientais associadas à ferrovia, como o programa Estação de Memórias, voltado à preservação do patrimônio ferroviário, e o Novo Trilho, que promove a destinação correta de resíduos e a geração de renda, além de ações contínuas de segurança ferroviária em municípios ao longo da malha da FCA.



