Transporte e logística superam receita de informação e comunicação no país, diz IBGE

02/09/2020

O setor de serviços não financeiros somou receita operacional líquida de R$ 1,6 trilhão no país em 2018, com valor adicionado de R$ 963,8 bilhões. Os dados constam da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) mais recente divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados até 2018.

No total, os serviços não financeiros empregaram 12,6 milhões de pessoas em 2018, uma alta de 31,9% ante os 9,5 milhões de 2009. O IBGE mostrou ainda que o total de salários, retiradas e outras remunerações em 2018 foi de R$ 353,4 bilhões, um aumento real de 2% ante 2017.

A pesquisa aponta também que o setor de serviços estava formado em 2018 por 1,3 milhão de empresas, 1,3% a mais que em 2017.

A pesquisa divulgada hoje mostra que, da receita total de R$ 1,6 trilhão, a maior fatia ficou com o segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, responsável por 30% desse total.

A seguir vieram Serviços profissionais, administrativos e complementares, com 26,4%; Serviços de informação e comunicação, com 22,1%; Serviços prestados principalmente às famílias, com 11,5%; Outras atividades de serviços, com 5,8%; Atividades imobiliárias, com 2,5%; e Serviços de manutenção e reparação, com 1,7%.

O IBGE observou uma mudança nesse ranking na comparação com 2009, quando a liderança estava com os Serviços de informação e comunicação, que na época abocanhavam 28,9% da receita; enquanto os Transportes ficavam apenas com 27,8% e os Serviços profissionais, administrativos e complementares, com 25,3%.

“Esse expressivo vigor do segmento de transportes pode estar relacionado à crescente importância das atividades de logística, em um cenário de intensificação das transações pela Internet”, diz a pesquisa.

Segundo o IBGE, entre as atividades que compõem o segmento de Transporte, os principais crescimentos na receita entre 2009 e 2018 em relação ao total dos Serviços vieram de Transporte rodoviário de cargas, com alta de 1,8 ponto percentual, e de Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes, com avanço de 1,1 ponto percentual. Transporte rodoviário de passageiros (-1,1 p.p.) e Correio e outras atividades de entrega (-0,4 p.p.) foram as únicas atividades do setor que tiveram queda na participação.

Fonte: Valor Econômico

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