Terminal de Contêineres de Paranaguá registra recorde de 11,5 milhões de toneladas movimentadas em 2025

O Terminal de Contêineres de Paranaguá, administrado pela TCP, encerrou 2025 com uma movimentação recorde de 11,5 milhões de toneladas de cargas, considerando exportações e importações e desconsiderando o peso dos contêineres. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024, quando foram registradas 10,8 milhões de toneladas.

Esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pelas exportações, que totalizaram 8,290 milhões de toneladas, avanço de 7% na comparação anual. Já as importações somaram 3,177 milhões de toneladas, com alta de 2%. Dessa forma, as exportações passaram a responder por mais de 60% do volume total movimentado pelo terminal ao longo do ano.

Terminal de Contêineres de Paranaguá registra recorde de 11,5 milhões de toneladas movimentadas em 2025

Entre os segmentos exportadores, o destaque ficou para carnes e congelados, que alcançaram 3,822 milhões de toneladas. Em seguida aparecem madeira (1,394 milhão de toneladas), papel e celulose (991 mil toneladas) e agronegócio (393 mil toneladas). Por outro lado, nas importações, os maiores volumes foram registrados nos segmentos químico e petroquímico (619 mil toneladas), automotivo (544 mil toneladas), eletrônicos e maquinários (333 mil toneladas) e construção e infraestrutura (233 mil toneladas).

De acordo com Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, “Em um cenário global mais complexo, por conta da imposição de cotas de importação e tarifas a produtos brasileiros, a TCP se demonstrou um eixo fundamental para a corrente de comércio do país. Com uma alta concentração de serviços marítimos e maior capacidade de transporte por navio, após a ampliação do calado operacional, encerramos 2025 com uma movimentação recorde, o que reflete a confiança do mercado em operar por Paranaguá”.

Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso ao Porto de Paranaguá passou por três revisões, avançando de 12,10 metros para 13,30 metros. O incremento de 1,20 metro resultou em aumento de capacidade de 960 TEUs cheios por navio, o que contribuiu diretamente para a ampliação da eficiência operacional.

Além disso, o número de atracações no terminal cresceu 3% em 2025, totalizando 1.019 navios. Atualmente, a TCP concentra 23 escalas semanais regulares, com cobertura global que inclui Ásia, Europa, Américas e África, além da cabotagem.

Exportação de carnes impulsiona resultados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

Os embarques de carne bovina atingiram nova máxima histórica em 2025. Dados do MDIC, compilados pela Abiec, mostram que o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas, alta de 20,9%, com receita de US$ 18,03 bilhões. Nesse cenário, a TCP foi responsável por 1,034 milhão de toneladas, crescimento de 53% frente a 2024, elevando sua participação de mercado de 23% para 29%.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, “O aumento da participação de mercado na exportação de carne bovina está diretamente relacionado ao aumento da confiança do mercado brasileiro na infraestrutura e na qualidade do atendimento oferecido pela TCP para as indústrias exportadoras de carne. Com a maior área para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, o Terminal de Contêineres de Paranaguá se destaca como o maior corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil, convertendo clientes de Norte a Sul”.

Em 2024, a TCP inaugurou o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, ampliando o número de tomadas de 3.624 para 5.268, volume 32% superior ao segundo colocado no ranking nacional. Atualmente, o terminal detém 39% de participação no mercado de exportação de carnes e congelados.

No segmento de frango congelado, o quarto trimestre também apresentou forte desempenho. Entre outubro e dezembro, foram embarcadas 670 mil toneladas, alta de 9%. Em dezembro, a TCP alcançou seu melhor resultado mensal da série histórica, com 233,9 mil toneladas, segundo dados da ABPA. O Paraná respondeu por mais de 70% da origem das cargas, com destaque para os destinos Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Japão.

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