SETCESP anuncia finalistas do 10º Prêmio de Sustentabilidade: entrega será 10 de outubro, transmitida via You Tube

12/09/2024

O SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) revelou os finalistas do seu 10º Prêmio de Sustentabilidade, em quatro categorias: Governança, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Social e Responsabilidade na Segurança Viária ou do Trabalho

Com 39 empresas participantes e um total de 61 projetos inscritos, a premiação mostra práticas ESG ​​que estão transformando a operação logística no Brasil e inspirando novas ações.

Neste ano, a premiação chega a uma edição histórica. Desde o lançamento, em 2015, o prêmio destaca empresas de transporte que implementam projetos de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, contribuindo para a redução de impactos ambientais, o desenvolvimento econômico e a segurança viária e laboral.

Ao longo desses 10 anos, mais de 383 projetos foram inscritos, com a participação de 229 empresas. Os resultados são impressionantes: 2.179.985 m³ de água economizada, 971.959 árvores plantadas, 435.991 toneladas de materiais reciclados, 430.915 horas de treinamento para os profissionais do setor, e 47.119.482 pessoas beneficiadas diretamente.

“A premiação tornou-se um catalisador de mudanças positivas, disseminando conhecimento, inspirando ações inovadoras e fomentando a adoção de práticas mais sustentáveis em toda cadeia logística”, conta o presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, Adriano Depentor.

Critérios Rigorosos

Os projetos inscritos são avaliados com base em um roteiro detalhado que inclui estudos e mapeamentos, planejamento, aplicação e, claro, a criatividade e inovação da ação proposta.

Os jurados analisam como cada iniciativa se destaca não apenas pelo impacto imediato, mas também por sua capacidade de gerar efeitos positivos a longo prazo, garantindo continuidade e perenidade nas práticas sustentáveis.

Os vencedores serão conhecidos no dia 10 de outubro, em uma cerimônia transmitida ao vivo pelo YouTube, às 16h. Clique aqui para assistir.

Finalistas por Categoria

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL:

Ativa Logística – O projeto “Base de Valorização Sustentável” promove a economia circular e a reutilização de paletes, poupando cerca de 89 mil árvores e gerando uma economia de R$ 9 milhões entre 2018 e 2023.

PizzattoLog – O projeto “Baú Sustentável” utiliza materiais recicláveis ​​e fontes renováveis ​​na fabricação de baús, retenção de resíduos sólidos e uso de recursos naturais. Com o reaproveitamento de materiais, o projeto já reciclou mais de 1 tonelada e visa atingir 8 toneladas até 2030. Além disso, impede 7 toneladas de emissões de CO₂ por ano.

RESPONSABILIDADE SOCIAL:

Grupo SADA – O projeto “Faça Bonito”, parte do Programa Na Mão Certa da Infância, conscientiza sobre o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Mais de 7.500 colaboradores foram sensibilizados, e 50 mil pessoas impactadas por meio de caminhada e parcerias com centros de assistência social.

TransJordano – O projeto “Social em Movimento” promove ações de saúde e bem-estar para a comunidade, vacinando mais de 2 mil crianças em áreas com baixa cobertura vacinal. Além disso, implementou a prática de Mindfulness entre os colaboradores, resultando na redução de 80% nos acidentes de trabalho e multas.

GOVERNANÇA:

Expresso Mirassol – O projeto “Líderes do Futuro” capacita colaboradores para posições de liderança, promovendo o crescimento sustentável da empresa e gerando uma economia de R$ 200 mil, principalmente pela redução do faturamento.

Patrus – Com o projeto “Governança com Perenidade”, a empresa fortaleceu sua governança corporativa por meio de comitês de ética, certificações e revisão da matriz de materialidade, promovendo um ambiente mais justo e transparente.

SEGURANÇA VIÁRIA:

CESLOG – O projeto “Acidente Zero: Manutenção de Equipamentos e Vidas” garantiu a segurança dos colaboradores por meio de visitas a fornecedores, melhorias tecnológicas e investimentos em equipamentos, resultando em zero acidentes internos em 2023.

JNR Transporte – O projeto “BUDDY” utiliza inteligência artificial para aumentar a segurança viária, por meio da análise de imagens de câmeras instaladas nos veículos. Com isso, a empresa reduziu custos com sinistros e multas em R$ 560 mil entre maio de 2023 e maio de 2024.

Veja aqui o vídeo com todos os finalistas!

A 10ª edição do Prêmio de Sustentabilidade SETCESP conta com o patrocínio da Mercedes-Benz Brasil, De Nigris e Transpocred.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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