RIOgaleão Cargo e IATA promovem Workshop e-AWB

16/11/2015

O RIOgaleão Cargo e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) promoveram o Workshop e-AWB no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim. O evento, que contou com a presença de mais de 70 profissionais da cadeia logística, debateu os benefícios que o uso da tecnologia traz para todos os participantes envolvidos no mercado de carga aérea.

O gerente de campanha da IATA, Claudio Terry, foi o responsável pela abertura da palestra, seguida da apresentação do gerente de operações do RIOgaleão Cargo, Gilberto Ribeiro, que falou sobre a implementação da solução eletrônica no aeroporto, vigente há aproximadamente dois meses. “Ao adotarmos o e-AWB, estamos realizando avanços na redução da quantidade de papel utilizada nessas transações e na consequente agilidade nos processos e transparência no relacionamento com os agentes da cadeia. O benefício é garantido a todos os envolvidos”, explicou Ribeiro. Segundo a IATA, a implantação do e-AWB deve eliminar em torno de 7.800 toneladas de documentos físicos por ano, o equivalente a 80 Boeings 747 lotados de papel.

O Eletronic Airway Bill (e-AWB) tem como objetivo diminuir a burocracia no transporte de cargas aéreas por meio da substituição de documentos físicos por arquivos eletrônicos. Em agosto deste ano, o RIOgaleão Cargo recebeu a autorização da Receita Federal para utilizar o e-AWB na área de exportação. O recurso eletrônico, além de precisão e segurança, pode apresentar redução no tempo de entrega da carga aérea e um ganho médio de 20% a 44% de eficiência – para as companhias, agentes de cargas e despachantes aduaneiros.

Os dados inseridos no sistema são transmitidos em tempo real para todos os elos da cadeia do transporte. Assim, o planejamento para o armazenamento e manuseio da carga é realizado de forma mais uniforme e com maior confiabilidade. Entre os próximos passos, o RIOgaleão Cargo planeja implementar o uso do e-AWB na importação. “A implantação do e-AWB para as transações que acontecem no RIOgaleão Cargo é de grande importância, pois o recurso nos permite antecipar informações essenciais e faz com que o nosso relacionamento com todos os agentes da cadeia logística seja cada vez mais forte e de extrema confiança”, completa Patrick Fehring, diretor do terminal de cargas.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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