Petroleira da Noruega quer triplicar produção no Brasil e operar Carcará

19/06/2017

A petroleira norueguesa Statoil planeja mais do que triplicar sua produção no Brasil e buscará se tornar operadora de toda a descoberta de Carcará, na Bacia de Santos, que está entre as maiores do mundo nos últimos anos, afirmou o chefe das operações brasileiras da companhia.

A Statoil investiu mais de US$ 10 bilhões, tornando-se uma das maiores operadoras estrangeiras em mar no país, com a ajuda do campo de petróleo pesado Peregrino, a 85 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o maior que a empresa opera fora da Noruega.

Com Peregrino produzindo de 80 mil a 90 mil barris de óleo equivalentes de petróleo por dia, a participação da Statoil de 60% no campo permite que a empresa produza entre 48 mil e 54 mil barris diários no país.

“Esperamos que a produção [da Statoil] seja mais do que triplicada no Brasil até 2030”, disse Anders Opedal, em uma entrevista.

No ano passado, a Statoil comprou uma participação de 66 por cento da Petrobras e tornou-se a operadora do bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, onde está a descoberta de Carcará, por US$ 2,5 bilhões.

A empresa norueguesa também tomou o controle operacional da licença BM-C-33, na Bacia de Campos, da Repsol Sinopec, detendo uma participação de 35%.

Além disso, a companhia aprovou o desenvolvimento da fase 2 de Peregrino, que deverá adicionar 250 milhões de barris de reservas com “break-even” abaixo de US$ 45 por barril, menor que uma estimativa original de US$ 70 por barril.

“Estamos no caminho certo para começar a terceira plataforma em Peregrino, no fim de 2020”, disse Opedal.

PLANOS

A Statoil planeja perfurar um poço de exploração em um outro prospecto no BM-S-8 neste ano, antes de se mover para testar fluxos próximo a Carcará em 2018.

A Statoil também deverá participar do leilão do pré-sal em 27 de outubro, que incluirá uma área adjacente ao bloco BM-S-8, onde empresas e autoridades dizem estar uma parte da reserva descoberta de Carcará.

“Nós temos um desejo muito forte de que a Statoil seja a operadora de toda a [reserva] descoberta de Carcará”, disse Opedal.

Enquanto isso, a empresa ainda avalia opções para o desenvolvimento da licença BM-C-33, na Bacia de Campos, onde três descobertas revelaram um milhão de barris de petróleo equivalente.

“Este é outro campo que será parte da produção principal da Statoil [no Brasil]”, disse Opedal, evitando dar qualquer cronograma para decisões de investimento.

Fonte: Folha de S. Paulo

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