A participação de operadores logísticos de pequeno porte vem crescendo de forma consistente no Brasil. Segundo a edição mais recente do Perfil dos Operadores Logísticos, estudo elaborado pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), as empresas com até 50 funcionários passaram de 20% do total em 2021 para 38% em 2023, indicando uma mudança relevante na composição do setor.
De acordo com o levantamento, o mercado brasileiro de operadores logísticos é caracterizado por uma estrutura diversificada, que reúne desde empresas com menos de 50 colaboradores até organizações com mais de 10 mil funcionários. Ainda assim, o crescimento da participação dos operadores de menor porte sinaliza um movimento de maior capilaridade da logística, com presença ampliada em diferentes cadeias produtivas e regiões do país.

Ao mesmo tempo, o estudo mostra que os operadores de médio porte mantêm participação expressiva. As empresas com 201 a 500 funcionários representam 23% do total, enquanto aquelas com 51 a 200 colaboradores respondem por 21% do mercado. Já os operadores com mais de 1.000 funcionários continuam tendo peso relevante, reforçando a coexistência de modelos operacionais distintos dentro do setor logístico brasileiro.
Segundo a Marcella Cunha, diretora executiva da ABOL, a ampliação da base de empresas de menor porte contribui para fortalecer a logística nacional. “A ampliação da base de menor porte contribui para fortalecer a logística nacional e ampliar a oferta de serviços especializados”, explica. Nesse contexto, o avanço desses operadores reflete a capacidade do setor de atender demandas variadas da economia, combinando flexibilidade operacional e especialização.
Perfil dos Operadores Logísticos e a estrutura do setor
O Perfil dos Operadores Logísticos reúne indicadores sobre desempenho, evolução e desafios da atividade, oferecendo uma visão abrangente das transformações em curso no mercado. O estudo evidencia que o setor segue em expansão e adaptação, acompanhando as mudanças nas cadeias de suprimentos, no consumo e nos modelos de contratação de serviços logísticos.
Além disso, a ABOL destaca como um de seus principais propósitos a regulamentação da atividade dos operadores logísticos, responsáveis por serviços como transporte, armazenagem e gestão de estoques. A entidade defende maior segurança jurídica, competitividade e sustentabilidade para o setor. Desde 2012, a associação atua na representação de empresas nacionais e multinacionais que, juntas, detêm 16% da Receita Bruta de todo o mercado, reforçando o protagonismo dos operadores logísticos nas cadeias produtivas brasileiras.
A publicação completa do estudo está disponível para consulta no site da associação, reunindo dados detalhados sobre a evolução e os desafios do setor de logística no Brasil.




