Nova medida provisória poderá impedir prorrogação imediata da Malha Sul

04/11/2016

Os critérios estabelecidos em versão preliminar da medida provisória redigida pelo governo para tratar das concessões em infraestrutura devem fechar as portas para uma renovação imediata do contrato da ALL Malha Sul. A ferrovia não cumpre integralmente com as metas de produção e segurança definidas na minuta da MP como exigências para uma extensão dos prazos contratuais.

O texto fechado pelo governo estabelece que as metas de produção e de segurança devem ter sido alcançadas, por três anos seguidos, dentro do intervalo dos cinco anos anteriores ao pedido de renovação. Para isso, usam-se as metas acertadas com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para os contratos originais. Alternativamente, a MP fala em cumprimento das metas de segurança nos últimos cinco anos e das metas de produção em pelo menos dois anos dentro do quinquênio que precede a proposta de renovação.

Privatizada em 1996, a malha sul herdada da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) soma 7.224 quilômetros de trilhos que cortam os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Um pedido de prorrogação do contrato, que vence apenas em 2026, ainda não foi protocolado pela Rumo na ANTT. Quando o grupo Cosan assumiu o controle societário da ferrovia, porém, a renovação era dada como certa para viabilizar novos investimentos.

Segundo dados da agência reguladora, nada menos que 36% dos trechos operados pela Rumo na Malha Sul – um total de 2.619 quilômetros de trilhos – estão ociosos atualmente. Isso significa que os trens circulam com cargas em apenas dois terços da rede. Comenta-se que a empresa tem dado prioridade ao corredor ferroviário que desemboca no porto de Paranaguá (PR), deixando outros trechos da concessão em estado de virtual abandono.

Os números da ANTT também apontam que houve uma perda de eficiência nas operações. A velocidade comercial média dos trens que correm pela Malha Sul teve redução de quase 29% desde 2010. Naquele ano, as composições andavam a 16,99 km/h. Esse indicador mede a relação entre a distância total percorrida no período e o somatório dos tempos totais (em atividade e parado) dispendidos entre a formação e o encerramento dos trens na malha. Em 2016, a velocidade média caiu para 12,08 km/h.

Fonte: Valor Econômico

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Amazon abre 30 vagas no programa de trainees de operações em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro
Amazon abre 30 vagas no programa de trainees de operações em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro
Benel investe R$ 45 milhões em novos veículos e equipamentos de transporte no primeiro semestre de 2026
Benel investe R$ 45 milhões em novos veículos e equipamentos de transporte no primeiro semestre de 2026
Insights Logweb – O movimento da semana de 24 a 28 de agosto
Insights Logweb – O movimento da semana de 24 a 28 de agosto
GWM realiza primeiro transporte de carga com caminhão a hidrogênio da América Latina
GWM realiza primeiro transporte de carga com caminhão a hidrogênio da América Latina
Importações brasileiras devem crescer 5% antes da Black Friday e do Natal, aponta Grupo Allog
Importações brasileiras devem crescer 5% antes da Black Friday e do Natal, aponta Grupo Allog
Infor cria cargo de diretor de IA e Soluções Estratégicas para ampliar produtividade e resultados
Infor cria cargo de diretor de IA e Soluções Estratégicas para ampliar produtividade e resultados

As mais lidas

01

Benel investe R$ 45 milhões em novos veículos e equipamentos de transporte no primeiro semestre de 2026
Benel investe R$ 45 milhões em novos veículos e equipamentos de transporte no primeiro semestre de 2026

02

NDD lança hub logístico que integra 14 etapas da operação de embarcadores e transportadoras

03

Amazon abre 30 vagas no programa de trainees de operações em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro
Amazon abre 30 vagas no programa de trainees de operações em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro