Mapa debate importância de Viracopos no comércio exterior

05/10/2015

A secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tatiana Palermo, participou nesta sexta-feira (2), em Campinas (SP), de uma mesa-redonda para discutir a importância do Aeroporto Internacional de Viracopos no comércio exterior do agronegócio. O terminal tem a melhor estrutura para cargas vivas e de alto valor agregado do país e se beneficia da proximidade da rede do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), instalada no município do interior paulista.

“A estrutura do terminal é adequada para exportações agrícolas de baixo volume e alto valor agregado. Sessenta e oito por cento das exportações são ovos férteis e pintos de um dia”, disse Tatiana Palermo. Ela participou da mesa-redonda a convite do deputado federal Luiz Lauro Filho (PSB-SP), da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados,

As exportações por Viracopos entre janeiro e agosto deste ano somaram US$ 2,14 bilhões, sendo que o total de produtos agropecuários foi de US$ 54 milhões, de acordo com a secretária.

A secretária destacou a importância da atuação do Sistema de Vigilância Sanitária Internacional (Vigiagro), do Mapa, na importação e na exportação de produtos agropecuários. O sistema, acrescentou, tem o objetivo de garantir segurança zoofitossanitária, saúde pública, qualidade e conformidade.

Nas importações, o Vigiagro trabalha para impedir o ingresso de doenças animais, pragas vegetais e mercadorias, bens e materiais que não atendam às exigências nacionais. Já nas exportações, o sistema controla produtos agropecuárias por meio do registro, licença e habilitação, em observância aos requisitos sanitários, zoo e fitossanitários internacionais. O objetivo é garantir o acesso de produtos brasileiros a mercados estrangeiros.

Tatiana Palermo, contudo, apontou alguns gargalos enfrentados pelo Vigiagro e afirmou que o Mapa trabalha para reestruturá-lo e modernizá-lo. Entre as medidas do plano de ação traçado pelo ministério, está a simplificação de processos de fiscalização, a adoção de ferramentas de gerenciamento de risco e a participação no Programa Portal Único de Comércio Exterior, integrando todos os sistemas de controle dos intervenientes.

“É uma via única de prestação e acesso de informações relacionadas às operações de comércio exterior”, observou a secretária.

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