Investimento de R$ 200 mi aprimora manutenção da ferrovia

06/06/2018

A VLI fará um investimento de mais de R$ 200 milhões em tecnologias para aprimorar a via permanente nos próximos quatro anos. As ações vão alcançar trechos em diversas regiões do país e iniciam uma nova fase nos serviços de manutenção das linhas.

O processo de troca de dormentes da ferrovia ganhou um aliado. O recém-chegado Tie Gang é um conjunto de sete máquinas que automatiza o serviço, desde a retirada do dormente à fixação da peça nova. A atividade ganha em agilidade (mais de 1.000 dormentes por dia) e reduz riscos de acidentes de trabalho. “É um Tie Gang exclusivo, ele foi pensado para nossa demanda e reúne cinco equipamentos nacionais”, frisa o gerente geral de Engenharia Ferroviária, João Silva Júnior.

Manutenção aprimorada

Em outra vertente a VLI está aprimorando a Gestão Total do Atrito (GTA) e será, a partir de 2019, a empresa brasileira de logística com maior número de sistemas fixos eletrônicos de GTA nas duas ferrovias sob sua gestão (FCA e FNS).

Esse aparato é formado por dois tipos de equipamentos, os lubrificadores de trilhos e os aplicadores TOR. O primeiro libera graxa nos frisos das rodas dos vagões e permite a distribuição da substância por até quatro quilômetros. Já os TOR’s garantem a dispersão de um componente para modificar o atrito entre rodas e trilhos oferecendo mais aderência. O alcance também é de quatro mil metros. Em ambos os casos, os equipamentos são acionados por sensores magnéticos mediante a passagem dos vagões.

Já são 88 aparelhos em operação e até o fim do ano que vem serão mais de 200 equipamentos e, em 2022, mais de 300 estarão distribuídos nos três corredores logísticos de maior densidade de tráfego.

Esse reforço na manutenção da ferrovia vai ampliar a vida útil de trilhos, rodas, dormentes e fixações, além de reduzir os riscos de acidentes, ruídos dos trens nas curvas e ainda diminuir o consumo de combustível das locomotivas. “A VLI está aportando tecnologia de ponta nas suas ferrovias. Caminhamos para uma operação cada vezes mais segura e eficiente”, completa.

Melhoria em Ribeirão Preto

Outra atividade que reforça os investimentos da empresa nas ferrovias pode ser vista na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A linha que passa pelo município tem cerca de 30 anos de uso e está sendo totalmente modernizada. A região contará com 50 quilômetros renovados em 2018. Essa melhoria contempla a troca dos dormentes, a substituição de trilhos, a renovação de lastro e a correção geométrica da via, que representam um nível maior de segurança operacional. Além disso, esses trabalhos também contribuem, por exemplo, para a diminuição das interdições e restrições causadas por danos em componentes da via, consequentemente, aumentando a disponibilidade da linha para a circulação dos trens. Com a conclusão desse trecho a região passará a contar com 107 quilômetros com dormentes de concreto, e no ano que vem, esse número salta para 157. “O uso deste tipo de dormente não só aumenta a confiabilidade, segurança como também amplia muito a durabilidade da via”, explica Mário Felipetto, gerente geral do Corredor Centro-Sudeste.

Desde 2014 já foram investidos mais de 200 milhões em serviços de remodelação e renovação da linha que compõe a FCA.

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