Inspeção veicular anual tende a aumentar segurança no trânsito

06/11/2015

Embora prevista no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e regulamentada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), a obrigatoriedade da inspeção veicular anual não é realidade na maior parte do país. Atualmente, apenas o Detran (Departamento de Trânsito) do Rio de Janeiro estabelece a vistoria nos veículos como condição para conceder o licenciamento todos os anos. No estado, cerca de 40 itens são examinados em uma inspeção que dura aproximadamente 20 minutos. São cerca de 27 mil veículos analisados por semana.

“A questão da inspeção é fundamental e estratégica em termos de segurança. Atualmente, a documentação do carro é liberada somente com o pagamento de taxas e impostos. Ninguém sabe se o carro existe, se tem freios… É urgente pensar como devemos ampliar isso”, defende o diretor-presidente do ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), José Aurelio Ramalho.

Pelas normas, os carros somente deveriam ser liberados para circular se aprovados na inspeção de segurança, que verifica condições dos sistemas de sinalização, de iluminação, de freios, de direção, de eixo e suspensão e de componentes complementares (como carroçaria, chassi e estrutura do veículo e bancos), além de pneus e rodas.

“Temos percebido uma redução do número de acidentes, que chega a 40%, resultado de educação, fiscalização e da vistoria veicular. Nos acidentes, percebe-se que a conservação dos veículos não é imprópria. Eles geralmente são causados pela imprudência dos motoristas”, diz o coordenador de Educação do Detran-RJ, João Marcelo Gueiros.

Ele reconhece que a política, que existe desde 1997, nem sempre é bem aceita pela população e que exigiu uma adequação dos órgãos de trânsito. “Nós ampliamos nossa infraestrutura para facilitar o acesso ao serviço e viemos percebendo uma mudança de comportamento. Neste ano, até agora, 90% da frota do estado já foi vistoriada”, diz. João Marcelo destaca a importância de ações educativas para conscientizar os condutores sobre a relevância da verificação anual. “Destacamos que a preocupação é com a segurança. Uma troca de lâmpada de seta, por exemplo, pode salvar uma vida”, explica.

A ampliação dessa política é defendida pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares). “Precisamos desenvolver uma cultura de inspeção”, diz o presidente da Anfavea, Luiz Moan. As entidades também defendem programas de renovação de frotas, com a finalidade de retirar veículos muito antigos de circulação, para aumentar a segurança e reduzir a emissão de poluentes, o que é possível com tecnologias mais modernas utilizadas em motos, carros, ônibus e caminhões.

O tema foi debatido no Seminário Urbanidades – Por uma mobilidade segura, promovido pelo ONSV e pelo jornal Correio Braziliense, no dia 3 de novembro, em Brasília (DF).

Fonte: Agência CNT de Notícias

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Com 95% do comércio exterior pelo mar, Brasil precisa se adaptar a navios maiores
Demanda incerta para Black Friday e Natal desafia planejamento das transportadoras no Paraná
Novo Plano Nacional de Logística retoma o desafio histórico da integração modal
A digitalização inteligente: o motor da competitividade da indústria automotiva brasileira na era do nearshoring
Estudo mapeia quase 99 mil profissionais no transporte de produtos perigosos e aponta desafios de qualificação e renovação
Evento gratuito debate tecnologias e desafios para evolução da logística industrial

As mais lidas

01

Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro
Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro

02

Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026
Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026

03

Special Dog Company reforça frota e cresce 25% na equipe de motoristas em 2025