Gestora de terminal de contêineres do RS adota solução da eProfessionalTI

11/04/2022

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A eProfessionalTI, desenvolvedora de software para a gestão de terminais de contêineres vazios, celebrou mais um acordo comercial. Desta vez com a CTIL – Cranston Transportes Integrados. A empresa, sediada em Rio Grande (RS), decidiu apostar na inovação e a partir de agora é usuária do sistema SISTER. A ideia principal é ter uma maior performance para lidar com mais volume de entradas e saídas de contêineres vazios de forma mais rápida, maximizando a produtividade com uma operação de baixo custo e alta eficiência.

De acordo com Luiz Carlos dos Santos, diretor de Desenvolvimento de Projetos da eProfessionalTI, à medida que a empresa expande sua base de clientes na região Sul do País com este acordo, é uma oportunidade de também otimizar os sistemas de operação de terminais em todas as regiões do Brasil. “Trata-se de uma região que têm um porto importante que atuam como porta de entrada para o mundo”, destaca.

Soluções que trazem mais eficiência para as operações do terminal, serviços de gate, vistoria e reparos, são oferecidos pelo sistema SISTER da eProfessionalTI. “Implementar a solução significa ofertar um maior suporte para gerenciamento de dados produzidos, inclusive em tempo real. Essas informações podem ser coletadas por meio de aplicações móveis, processadas e fornecidas em plataformas web. Outro ponto que merece destaque é em relação à automação das vistorias, oficina de reparo de estrutura, serviços de PTI (containers reefers) com o uso de aplicativos mobile com indicadores de produtividade para tomada de decisões”, destaca Luiz.

O diretor reforça que esta parceria com a CTIL é a evidência de que a área de trabalho da eProfessionalTI está em plena expansão. “Vamos implementar um sistema operacional de terminal de sucesso. A cooperação comercial constante será continuada”, conclui.

A CTIL – Cranston Transportes Integrados é pioneira na implementação de um terminal de contêineres no porto de Rio Grande (RS), desfrutando de uma grande capacidade de atendimento e abrangendo a maioria dos serviços necessários ao setor. Além disso, a empresa conta com uma equipe especializada em reparos de contêineres, sejam eles padrão IICL ou in service, com os mais modernos equipamentos de reparos, dando maior precisão nos consertos das unidades para os armadores, importadores e exportadores.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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