Gestão do Terminal de Cargas do Aeroporto de Macapá passa à iniciativa privada

11/12/2018

O Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Internacional de Macapá/ Alberto Alcolumbre (AP) passou a ser operado pelo Consórcio Ponta Negra Soluções Logísticas e Transportes Ltda, que irá gerir as atividades de armazenagem e movimentação de cargas internacionais e nacionais.

A transferência das operações, por meio de licitação, ocorreu na última quarta-feira (5/12) e faz parte do posicionamento estratégico da INFRAERO, que prevê a exploração comercial de complexos logísticos situados nos aeroportos administrados pela estatal.

O contrato de concessão do Teca foi assinado no dia 13 de julho de 2018, com vigência de 120 meses e valor global de R$ 784,2 mil. Os principais tipos de cargas processadas no complexo logístico amapaense são componentes eletrônicos, produtos hospitalares e peças para manutenção de equipamentos florestais. As cargas são provenientes majoritariamente da China e dos Estados Unidos. Elas entram no Brasil por São Paulo (SP) e depois passam por Brasília (DF) e Belém (PA) até chegarem a Macapá, onde são nacionalizadas.

Para auxiliar nos transportes, o complexo logístico dispõe de empilhadeiras, transpaleteiras, carrinhos hidráulicos, além de outros equipamentos de infraestrutura. Todo esse maquinário será disponibilizado pela INFRAERO à concessionária Ponta Negra por meio de termo de comodato.

A superintendente do aeroporto, Keyla Paula de Moraes, explica que a concessão do complexo reduzirá custos operacionais até então absorvidos pela INFRAERO e, além disso, “trará melhorias para as atividades de carga do estado e ampliar o portfólio de clientes do terminal”. “A gestão do Teca pela iniciativa privada trará mais dinamismo e adaptação ao mercado, o que gerará, por consequência, modernização, aumento de receitas e novos serviços logísticos”, afirmou a superintendente.

Rede Teca

A Rede de Terminais de Logística de Carga da INFRAERO possui, em seu parque tecnológico, equipamentos de última geração e completa infraestrutura para receber os mais diversos tipos de cargas, garantindo que sejam movimentadas e armazenadas com agilidade e total segurança. Esses terminais contam com câmaras frigoríficas e áreas especiais para cargas valiosas, material radioativo e demais artigos perigosos.

A estatal é uma das maiores operadoras de terminais aeroportuários do mundo e movimenta cerca de R$ 40 bilhões em cargas processadas por ano, com carteira de mais de 11 mil clientes. As operações dos Tecas apresentaram crescimento de 19,5%, saltando de 104,5 mil toneladas em 2016 para 124,8 mil toneladas em 2017. O destaque foi o setor de importações, com incremento de 24,6%, chegando a 85,5 mil toneladas.

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