Exportação de carnes brasileiras terá crescimento tímido neste fim de ano, diz Maersk

12/12/2019

As proteínas tiveram um terceiro trimestre desafiador, segundo a Maersk, uma das maiores empresas de logística integrada de contêineres do mundo. A exportação de aves, carne bovina e outras carnes exportadas em contêineres caíram 7%, 3% e 3%, respectivamente, e o volume de carne bovina deverá reagir e voltar a crescer no quarto trimestre, graças à crescente demanda chinesa.

A previsão da Maersk para as exportações de carne bovina no quarto trimestre é de crescimento próximo a 5%. “O crescimento ainda não é tão grande, por causa de mercados como Egito, que deixou de comprar pois está superestocado, Arábia Saudita com baixa demanda e Rússia, que não compra a carne bovina brasileira há algum tempo. A China é o grande mercado onde os exportadores estão concentrando seus volumes”, explica Matias Concha, Diretor de Produto da Maersk para a Costa Leste da América do Sul.

Segundo ele, um fator que também impacta ou prejudica o potencial do crescimento do volume de exportação é a dificuldade dos frigoríficos na compra do boi. “O preço está alto e a oferta do boi com idade máxima de 30 meses, uma restrição chinesa, criam também dificuldades para aumento de volume e formulação de preço”, completa. Para o mercado Europeu, os exportadores de carne bovina estão enfrentando dificuldades, pois os consumidores estão optando cada vez mais por fornecedores locais ou fechados, como a Polônia. Espera-se que a demanda do Oriente Médio permaneça consistente e estável, no entanto, os exportadores brasileiros perderam terreno para os produtores locais devido a liberação de novas plantas e incentivos governamentais, além da concorrência da Rússia e da Ucrânia.

Para o frango no quarto trimestre, a Maersk informa que não há crescimento previsto e pode ocorrer até um leve declínio nas exportações. O mercado doméstico está aquecido, pois a carne de frango é a principal substituta de carne bovina que, no momento, apresenta preços elevados. “A exportação, mesmo com o dólar alto, não terá mudança significativa, pois refletirá o mercado externo. Ásia tem consumido o frango brasileiro, mas não é o produto que eles têm comprado em maior quantidade. Os Estados Unidos também tiveram plantas autorizadas e voltaram a ser um competidor para o frango brasileiro neste mercado. Já o mercado do Oriente Médio não tem reagido e o Europeu consumiu menos que o ano passado”, explica Matias Concha. O grande crescimento esperado nas exportações será de carne suína e bovina.

“É importante levar em consideração que o feriado chinês também pode impactar os embarques, puxando os números para baixo, já que serão duas semanas em que eles diminuem as entregas. Outro fator analisado é o consumo doméstico no fim do ano de costelinha, pernil e demais cortes nobres, que aumenta significativamente”, finaliza o Diretor de Produto da Maersk.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Insights Logweb - As tendências apontadas na semana de 20 a 24 de julho  
Insights Logweb – As tendências apontadas na semana de 20 a 24 de julho  
Pré-locação de galpões logísticos atinge recorde de 70% - Shopee e Mercado Livre lideram as maiores locações, aponta Binswanger
Pré-locação de galpões logísticos atinge recorde de 70% – Shopee e Mercado Livre lideram as maiores locações, aponta Binswanger
Nuvemshop vai inaugurar centro de distribuição no Rio de Janeiro para acelerar entregas e reduzir custos logísticos
Nuvemshop vai inaugurar CD no Rio de Janeiro para acelerar entregas e reduzir custos logísticos
MadeiraMadeira acelera expansão logística para transformar operação de itens volumosos
MadeiraMadeira acelera expansão logística para transformar operação de itens volumosos
Concreteira Geomix amplia frota com caminhões Volvo VMX Max equipados com retarder inéditos no Brasil
Concreteira Geomix amplia frota com caminhões Volvo VMX Max equipados com retarder inéditos no Brasil
MP do Frete reforça digitalização, CIOT e pagamento eletrônico no transporte rodoviário, avalia Roadcard
MP do Frete reforça digitalização, CIOT e pagamento eletrônico no transporte rodoviário, avalia Roadcard

As mais lidas

Nada encontrado