EnerSys: carregadores de alta frequência e baterias tracionárias chumbo-ácido ventiladas, de chumbo puro e lítio para várias aplicações

19/10/2022

A constante necessidade da otimização nas operações, com melhor competitividade, desempenho, performance em produtividade, reduções de custos de manutenção e eficiência energética, tem levado a uma busca frenética por novas tecnologias, o que não é diferente no mercado de baterias tracionárias.

Assim, ao lado da tecnologia convencional das baterias de chumbo-ácido ventiladas, a tecnologia de lítio tem sido apontada como a nova “tendência de mercado”. “Porém, nós da EnerSys entendemos que este processo de migração de uma tecnologia para outra deve ser muito bem planejado e avaliado, pois a falta de uma análise detalhada normalmente apresenta impactos em investimentos desnecessários, gerando grandes prejuízos para a operação. Através de constantes desenvolvimentos e pesquisas em inovações tecnológicas, a EnerSys identificou que entre a tecnologia chumbo-ácido ventilada e a de lítio existem muitos casos onde é possível alcançar resultados operacionais e financeiros ainda melhores utilizando a tecnologia de baterias de chumbo puro desenvolvida pela EnerSys, através da marca NexSys PURE”, explica Daniel Camargo de Almeida, Account Manager Dealers and Chargers da empresa.

Neste sentido, a EnerSys desenvolveu um software – denominado Ensite – para auxiliar seus clientes na melhor escolha de tecnologia de baterias e carregadores de acordo com as características da sua operação, com análise técnica-operacional e financeira. Através de dados da operação do cliente, o Ensite realiza um comparativo entre as três tecnologias de baterias disponíveis e seus respectivos carregadores de alta frequência, permitindo selecionar a que efetivamente resultará no melhor desempenho da operação com o melhor retorno do investimento.

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Diferenciais, vantagens e limitações

Daniel Camargo de Almeida, Account Manager Dealers and Chargers da EnerSys

Falando sobre os tipos de baterias oferecidos pela empresa, incluindo aplicações, vantagens e limitações, Almeida destaca que as chumbo-ácido ventiladas são normalmente utilizadas em operações com demandas de utilização leve, média e pesada, ou seja, utilizações de baterias em um, dois ou três turnos, por exemplo, e podem ser aplicadas em todos os tipos de equipamentos de movimentação de carga, como empilhadeiras, rebocadores, transpaleteiras, etc. “Como vantagem possuem um bom custo-benefício e alto índice de reciclagem, porém demandam mais cuidados de manutenção, trocas de baterias e tempos de carregamento mais longos.”

Já as baterias de lítio são mais indicadas para aplicações de utilização pesada, com três turnos, por exemplo, por possuírem maior autonomia quanto a ciclos de recarga e permitirem carga de oportunidade com tempos curtos de carregamento, além de reduzir necessidades de manutenção e trocas de baterias. Porém, possuem um custo bem mais elevado e baixo índice de reciclagem em comparação às outras tecnologias disponíveis.

Por fim, as baterias de chumbo puro são indicadas para aplicações de utilização média e pesada, ou seja, dois ou três turnos, por exemplo, e assim como as de lítio, permitem carga de oportunidade com tempos curtos de carregamento, possuem autonomia maior que as baterias chumbo-ácido ventiladas, custo menor que as baterias de lítio e um alto índice de reciclagem e redução de necessidades de manutenção e trocas de baterias.

“Portanto, a tecnologia de baterias chumbo puro NexSys se apresenta como uma excelente alternativa para uma otimização da operação, com baixo impacto em investimentos e maior rentabilidade por permitir a intercambiabilidade com baterias chumbo-ácido ventiladas, sem necessidades de alterações nos equipamentos de movimentação de carga, o que não ocorre com a tecnologia de baterias de lítio que demandam equipamentos especificamente projetados e adaptados para sua utilização”, comenta Almeida.

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Linha de produtos

Como se pode notar, a EnerSys oferece uma linha completa em soluções de baterias e carregadores para o segmento de logística, incluindo tecnologias de baterias chumbo-ácido ventiladas através da marca HAWKER, reconhecida pelo mercado pela sua qualidade e alta performance, além da tecnologia de baterias chumbo puro através da marca NexSys PURE e as de tecnologia de lítio através da marca NexSys ION.

“Buscando a melhor eficiência e performance das baterias, com base no know-how de mais de 100 anos de experiência, a EnerSys desenvolveu soluções em carregadores de alta-frequência para cada tipo de bateria. Assim, temos os carregadores de alta frequência da marca IMPAQ para as baterias chumbo-ácido ventiladas e os carregadores de alta-frequência da marca NexSys+ para as baterias de chumbo puro e de lítio”, diz o gerente de contas.

Os carregadores de alta frequência da EnerSys são modulares, o que permite expansão de potência de carga utilizando o mesmo carregador, facilidade de manutenção com a substituição tipo “plug and play” apenas do módulo que apresente alguma falha, além de garantir a continuidade de operação de carga com o funcionamento dos demais módulos.

Um outro importante diferencial é a utilização de um perfil de carga IONIC exclusivo e patenteado pela EnerSys, que consiste em um algoritmo que realiza um diagnóstico do estado real de carga da bateria através de pulsos elétricos que são enviados durante todo o processo de carga, permitindo um carregamento eficiente, maior autonomia de carga da bateria, redução dos custos de manutenção, com menor consumo de energia e com reestabelecimento da densidade do eletrólito próximo aos valores nominais, garantindo uma aumento de vida útil da bateria em 20% ou mais, conforme testes realizados em laboratório.

A empresa

A EnerSys é uma empresa multinacional, líder global em armazenamento de energia no segmento industrial. Com fábricas em mais de 100 países, fornece soluções de armazenamento de energia para as áreas de logística, transporte e armazenagem, redes de comunicação, banda larga via cabo, energias renováveis, energia industrial e serviços públicos, proteção e segurança, data centers, médica, aeroespacial e defesa. 

Na Planta de Guarulhos, SP são produzidas e fornecidas soluções em baterias tracionárias, estacionárias
e carregadores de alta frequência

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No Brasil, a EnerSys possui duas plantas industriais, sendo uma em Guarulhos, SP – onde são produzidas e fornecidas soluções em baterias tracionárias, estacionárias e carregadores de alta frequência – e outra em Santa Rita do Sapucaí, MG – onde são produzidas e fornecidas soluções em sistemas de energia.

“A EnerSys no Brasil atualmente possui uma planta com área de 67.000 m2 e capacidade produtiva para atendimento da demanda do Brasil e demais países da América do Sul no segmento de logística. Com planejamento estratégico de expansão das linhas de fabricação de produtos para o segmento ao longo dos próximos anos e com o desenvolvimento de novas tecnologias e inovações em soluções de armazenamento de energia buscamos atender as demandas atuais e futuras de nossos clientes e parceiros, reforçando nossa posição de líderes globais de soluções de armazenamento de energia para o segmento industrial”, completa Almeida.

Vídeo-entrevista no Canal Logweb

No vídeo acima, Carol Gonçalves entrevista Paulo Scholze, diretor geral da EnerSys. A empresa é expositora da Movimat 2022, que acontece de 7 a 11 de novembro, no São Paulo Expo.

Visite o estande D219, conheça ao vivo todas as tecnologias abordadas nesta entrevista e aproveite para bater um papo com Paulo Scholze e Daniel Camargo de Almeida.

Credenciamento para a Movimat/Fenatran aqui.

Sobre a EnerSys: https://www.enersys.com/pt-br/

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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