Energia fotovoltaica é nova fonte de receita para gestoras de ativos logísticos

19/08/2019

A energia solar fotovoltaica está sendo usada como uma ótima forma de incrementar as receitas das empresas que oferecem galpões logísticos. Além de alugar o piso, elas estão agora construindo e locando usinas de energia solar, localizadas na cobertura da instalação.

Sustentável tanto para o proprietário do galpão quanto para o locatário, esse modelo de negócios torna-se um fator de diferenciação determinante para os empreendedores, já que traz mais competitividade para o ativo. Além disso, pode gerar importantes benefícios à imagem da empresa que o utiliza.

“A usina solar é uma nova fonte de receita para essas empresas, que contribuem também com seus locatários à medida que estes conseguem reduzir seus custos operacionais por meio de uma fonte sustentável de geração de energia”, declara Márcio Takata, diretor da Greener, empresa de pesquisa e consultoria especializada no setor fotovoltaico.

A energia fotovoltaica se destaca pelo seu custo, que vem baixando ano a ano, além de gerar grande economia na fatura de energia elétrica. Além disso, as usinas fotovoltaicas também conseguem reduzir desperdícios, pois o excesso não utilizado é enviado para a rede elétrica da concessionária, que compensa os usuários com créditos na conta de energia.

Segundo Takata, um importante fator limitante para a instalação da usina solar nestes locais é a falta de condições estruturais adequadas do telhado. “Por isso, é preciso um planejamento minucioso, que começa na fase de projeto de empreendimento”, ressalta.

Antes de começar, deve-se realizar uma adequada análise financeira do investimento, avaliando as condições de instalação, o custo da energia, o perfil de consumo e o custo de financiamento. Caso o ativo seja locado a um inquilino, é necessário avaliar o interesse e o período do contrato em vigor.

“Apesar da redução dos custos nos últimos anos, a estruturação de investimentos atrativos em energia solar depende de alguns critérios, como porte do empreendimento, tarifa de energia, perfil de consumo e condições para a instalação dos sistemas”, explica o diretor da Greener.

Vale lembrar que não há potenciais impactos no uso de energia solar sobre a operação de equipamentos sensíveis.

 

Na prática

Especializada em instalações logísticas modernas, a GLP está iniciando uma parceria em projetos de energia solar com a Greener no Brasil. Muitos condomínios da GLP no Japão e nos Estados Unidos, por exemplo, já são energeticamente autossuficientes com o uso de painéis solares. Segundo Mauro Dias, presidente da GLP no Brasil, a expectativa é que nos próximos anos essa opção se torne mais viável para o mercado brasileiro.

“A GLP é reconhecida como um player global que antecipa tendências, oferecendo soluções de acordo com as mudanças e exigências do mercado, e a energia fotovoltaica é uma delas. Já estamos desenvolvendo alguns projetos no Brasil em parceria com outras grandes empresas, e queremos que essa demanda cresça ainda mais. Dessa forma, além de localização estratégica e eficiência logística, nossos clientes poderão ter até 100% da energia utilizada nos galpões gerada pela luz do sol. É um grande benefício para toda a cadeia logística, e, claro, para o meio ambiente”, aponta Dias.

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