Empresas de logística e entregas intensivam operacional para o final de ano

12/12/2019

Dezembro é o mês em que o comércio esquenta as vendas. Para o Natal deste ano, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê o maior crescimento de vendas dos últimos seis anos. Segundo a estimativa, o setor deve arrecadar R$35,9 bilhões, quase 5% a mais que em 2018. O e-commerce também já demonstrou aumento de fluxo em 2019. Na Black Friday, em novembro, o varejo online teve aumento de 23,6% em relação ao ano anterior.

Esse crescimento nas vendas implica em um grande número de entregas a serem feitas. São milhares de produtos sendo enviados de um lado para o outro, deixando empresas de logística e de entregas à todo vapor. “As três primeiras semanas de dezembro são, historicamente, onde vemos o maior pico de demanda do ano”, conta Jonathan Pirovano, co-fundador da startup Motoboy.com, plataforma de entregas ultra-rápidas de São Paulo.

Outro fator que exige mais dos motoboys são entregas em múltiplos endereços. “É o caso dos brindes das empresas para fornecedores, por exemplo, e também cartões de Natal e convites de eventos”, explica Pirovano. “Para evitar gargalos, investimos em estrutura operacional, em desenvolvimento de melhorias tecnológicas que facilitem escalar a operação, e também em contratação de novos colaboradores”.

Entregar no prazo é o maior desafio

Com a popularização das compras online e os consumidores multicanais, a exemplo do que se viu na Black Friday, o mês de dezembro se torna ainda mais desafiador para os operadores logísticos e transportadoras que trabalham com e-commerce por conta dos prazos. “O consumidor não quer correr o risco de comprar um presente para um familiar ou amigo e chegar depois do Natal. Por isso, é fundamental que os e-commerces e os transportadores estejam com os processos bem alinhados, sem prejuízos na operação. É uma responsabilidade muito grande”, explica Ricardo Hoerde, CEO da Diálogo Logística, empresa especialista em entregas de itens leves para e-commerce.

Esse planejamento começa meses antes, com a solicitação de informações para as lojas para verificar a necessidade de contratação de mais colaboradores, fornecedores e outras ações.

Um outro ponto que também é reforçado no período é o gerenciamento de riscos, já que com o aumento da movimentação de cargas, as quadrilhas costumam ficar de olho para agir. “São muitas variáveis que devem ser levadas em conta para evitar sinistros. A operação deve estar muito bem planejada para garantir os prazos”, finaliza Ricardo.

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