Economia digital cresce 2,5 vezes mais que a tradicional e aumenta ganhos com produção

10/06/2019

A economia digital vem transformando as relações de trabalho e a realidade brasileira precisa se adaptar a isso, para que seja possível manter sua competitividade. De acordo com levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a digitalização da economia deve movimentar US$ 100 trilhões nos próximos 10 anos. “Diante desse cenário de mudanças exponenciais, há inúmeras oportunidades de novos negócios. A 4ª revolução industrial está exigindo avanços ainda mais rápidos em tecnologia, conectividade, automação e inteligência artificial. Por isso, temos a missão de trabalhar na construção das bases para um Brasil digital. Ao lado dos diversos atores, estamos empenhados na digitalização da economia brasileira”, comenta o Coordenador de Economia Digital da ABDI, Rodrigo Rodrigues.

Para Rodrigues, a economia digital é um dos mais importantes fatores de produção. “Esse cenário contribui para o aumento da produtividade e para a redução dos custos, além de uma mudança radical nos métodos e criações de novos modelos de negócios, empregos e trabalhos. Essa adaptação aos novos processos é fundamental, pois a sua expansão é muito mais rápida”, explica. A economia digital cresce 2,5 vezes mais rápida que a economia tradicional. Prova disso é que o retorno sobre os investimentos digitais é 6,7% superior ao dos negócios não digitais. A dificuldade está justamente em como incorporar processos mais modernos de produção à realidade brasileira. Alguns ajustes que parecem simples e podem resultar em melhorias fundamentais no planejamento, aumentando a possibilidade de sobrevivência em um cenário tão competitivo.

O Programa Brasil Mais Produtivo está entre as atitudes tomadas pela ABDI para a digitalização da economia. Por meio de consultorias especializadas, o programa permite que pequenas e médias industrias possam reduzir gargalos e otimizar processos, afim de implementar soluções inteligentes e elevar a produtividade. De acordo com Massami Yamazaki, Diretor de Produção da Jandinox Indústria e Comércio, que participou do projeto no 2° semestre de 2018, o programa auxiliou a empresa a aumentar os ganhos com produção. “Foi feito um planejamento. Escolhemos uma linha de produtos, em um determinado setor da fábrica para o projeto. O trabalho desenvolvido nos mostrou como podemos aumentar a produtividade, otimizando a forma de trabalho e aproveitando o tempo ocioso e também otimizando o layout da linha de produção”.

O mesmo conceito foi replicado em outras linhas de produtos e também em outros setores. Nos itens do trabalho, o aumento de produtividade foi em torno de 40%. Segundo uma avaliação de desempenho feita pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) o aumento médio na produtividade entre 2016 e 2018 foi de 52,11% nas 3 mil empresas que participaram da iniciativa do Governo Federal e que conta com a parceria da ABDI, Senai, Apex e apoio do Sebrae e do BNDES.

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