DLL e Iveco Group formam joint venture para facilitar acesso a veículos de baixa e zero emissão na Europa

A DLL (De Lage Landen International B.V.), líder global em financiamento de fornecedores, e o Iveco Group, empresa automotiva atuante nos segmentos de caminhões, ônibus e serviços financeiros, anunciaram a formação de uma joint venture (JV) com foco em veículos comerciais de baixa a zero emissão na Europa.

Sujeita à aprovação regulatória, a DLL adquirirá 51% de participação na GATE, subsidiária integral do Iveco Group, por meio de um aumento de capital. O Iveco Group manterá 49% do capital social. Essa nova estrutura visa fortalecer financeiramente a GATE e ampliar sua capacidade para acelerar a transição energética no mercado europeu.

DLL e Iveco Group formam joint venture para facilitar acesso a veículos de baixa e zero emissão na Europa

A GATE oferece soluções de aluguel adaptadas para veículos de baixa e zero emissão, apoiadas por um ecossistema digital e parcerias com fornecedores premium. A empresa iniciou suas operações na Itália em 2023, expandiu-se para França e Alemanha em 2024, e planeja ampliar ainda mais sua atuação sob a nova JV.

Lara Yocarini, CEO da DLL, destaca: “Levamos a sério nossa estratégia de transição energética, que se concentra em trabalhar com parceiros e clientes para ajudá-los a alcançar a descarbonização, por meio de financiamentos e soluções de aluguel, oferecendo ativos mais sustentáveis, econômicos e preparados para o futuro.”

Simone Olivati, Presidente de Serviços Financeiros do Iveco Group, acrescenta: “A GATE foi concebida como um modelo de negócios inovador, com o objetivo de apoiar a transição energética de nossos clientes. Estamos entusiasmados com as oportunidades que essa colaboração trará e ansiosos pelo impacto positivo que terá no futuro da mobilidade sustentável.”

Essa parceria fortalece o compromisso das duas empresas em acelerar o acesso a soluções de mobilidade sustentável, contribuindo para a redução das emissões no setor de transporte comercial europeu.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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