Com alta no consumo pela pandemia, empresas recorrem às importações de latas de alumínio

11/11/2020

Importação de Latas de alumínio

A pandemia criou novos comportamentos de consumo, desorganizou o padrão de produção de bens e mercadorias e, em consequência, o comércio internacional. Com o isolamento social e a menor frequência de pessoas a bares, restaurantes e centros de compras, alguns insumos foram impactados, bem como a capacidade de produção industrial em setores como o de bebidas enlatadas e embalagens de papel.

A cerveja, que ocupava 55% do mercado de latas de alumínio antes da quarentena, chegou em junho a um recorde de 70% do share entre as bebidas que utilizam a embalagem, segundo dados do semestre divulgados pela Abralatas – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio.

“O hábito de consumo mudou de forma repentina e inesperada, afetando a demanda instalada destes setores. Um exemplo é a lata de alumínio, seja para refrigerante ou cerveja, que deixou de ser consumida nos bares e casas noturnas (onde dividia espaço com garrafas de vidro) e veio com força para as casas dos consumidores. Além da maior praticidade, as latinhas são preferência pelo preço mais barato do hectolitro. Não temos falta de alumínio, e sim de produção industrial na escala necessária a esse novo padrão de consumo”, analisa Edinelson Marques, gerente comercial do Grupo Pinho, especializado em comércio exterior e logística aduaneira, contando com sistema próprio de tecnologia para acompanhamento de cargas, além de oferecer frete internacional (marítimo e aéreo), frete rodoviário, seguro de cargas e recuperação de impostos

O reflexo disso foi observado em setembro, com um pico na importação de latas de alumínio prontas para uso. “Nós pensamos mais em refrigerantes e cervejas, mas toda lata de aerossol é fabricada da mesma forma, o que abrange uma fatia grande do mercado.”

O mesmo acontece com as embalagens de papel, segundo Marques. “As indústrias de celulose não enfrentam falta de árvores para produzir celulose e papel. O problema está na indústria de fabricação de embalagens, que não tem capacidade produtiva frente a essa nova demanda. O consumo de embalagens aumentou incrivelmente com as vendas de e-commerce e entregas de refeições por delivery. As indústrias não estavam preparadas.”

No mês de junho, com a reabertura gradual do comércio, a demanda nacional por bens e mercadorias teve um rápido reaquecimento, o que fez com que os pedidos por papel de embalagem subissem até 25%. Mesmo nesse cenário, a Associação Brasileira do Papelão Ondulado – ABPO assegura que não há risco de falta do produto no mercado.

Compartilhe:
615x430 Savoy julho 2025
Veja também em Conteúdo
São Paulo concentra 14 das 20 melhores rodovias do país aponta pesquisa da CNT
São Paulo tem 14 das 20 melhores rodovias do país, aponta pesquisa da CNT
Logística do agronegócio: três estratégias para ampliar eficiência e previsibilidade no transporte rodoviário, segundo a Motz
Logística do agronegócio: três estratégias para ampliar eficiência e previsibilidade no transporte rodoviário, segundo a Motz
Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)
Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)
Americanas inicia preparação logística para a Páscoa e abre 462 vagas em Itapevi
Americanas inicia preparação logística para a Páscoa e abre 462 vagas em Itapevi (SP)
TCP inicia operação de novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá
TCP inicia operação de novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá
Abastecimento inteligente: veículos elétricos e inteligência artificial mudam a gestão em 2026, analisa Korth
Abastecimento inteligente: veículos elétricos e inteligência artificial mudam a gestão em 2026, analisa Korth

As mais lidas

01

ABRADIMEX responde por 75% da distribuição de medicamentos de alto custo

02

Arrendamento do Porto de Itajaí avança com aprovação final dos estudos
Arrendamento do Porto de Itajaí avança com aprovação final dos estudos

03

Grupo Hindiana e Neogrid
Grupo Hindiana avança na aquisição da Neogrid