BV Magazine reduz custos de frete em 50% com automação da gestão logística

08/10/2024

Há quase 30 anos no mercado, a BV Magazine é uma companhia catarinense de móveis de madeira e colchões, com oito lojas físicas no estado e vendas via e-commerce para todo o Brasil. E um dos desafios que a marca enfrentava era na distribuição de seus pedidos, que demandava a busca por fretes mais competitivos e uma operação mais transparente. Para isso, a BV Magazine implementou a plataforma da DATAFRETE, empresa brasileira especializada em soluções para automação logística.

De acordo com Felipe Buzzi, sócio administrador da BV Magazine, antes de adotar a tecnologia, a empresa enfrentava diversos problemas relacionados ao frete. “A necessidade de obter links de rastreamento era um desafio, já que as transportadoras exigiam login e senha para acessar essa informação. Isso me obrigava a entrar em cada transportadora para passar os códigos de rastreamento aos clientes. Além disso, lidava com cobranças duplicadas, pois algumas transportadoras cobravam duas ou até três vezes por um único CTE”, explica.

BV Magazine reduz custos de frete em 50% com automação da gestão logística

Com a ferramenta da DATAFRETE, o problema com links de rastreamento foi resolvido: as informações de todas as transportadoras foram unificadas em um único portal, facilitando não só o controle, mas a comunicação com os clientes. Outro fator que trouxe ganhos foi a automação da auditoria de fretes. Com a DATAFRETE, nenhuma cobrança é feita sem uma varredura do sistema, que identifica notas duplicadas ou inconsistências entre o preço do frete negociado na cotação e a cobrança enviada ao fim do serviço.  “Nossa gestão de transporte e cobranças melhorou substancialmente. A economia alcançada foi impressionante, chegando a quase 50% em relação às cobranças anteriores”, reforça.

Marcelo Martins, CEO da DATAFRETE, avalia que a automação tem sido fundamental para a produtividade dos negócios e uma gestão logística mais eficiente. “Existe uma série de desafios que a logística brasileira enfrenta e contar com a automação faz a diferença na hora de planejar rotas, escolher transportadoras e organizar a distribuição. Com a nossa tecnologia, nossos clientes contam com uma visibilidade total do processo, reduzindo o trabalho operacional para que possam focar em ações estratégicas. Assim, reduzem custos, tempo e garantem ao cliente mais transparência em relação ao status do pedido”, diz.

O executivo da BV Magazine complementa:  “Com o tempo, fomos incorporando mais personalizações e melhorias sugeridas pela própria ferramenta. Hoje, considero a DATAFRETE um marco na gestão de frete e no atendimento ao cliente em nossa operação logística. A ferramenta não apenas se pagou rapidamente, mas também trouxe resultados expressivos. Estamos sempre buscando formas de aproveitar ao máximo essa solução, implementando cada vez mais melhorias à medida que a ferramenta evolui”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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