Sobrevivi à crise de 2016. Quais são os próximos passos para ampliar os negócios?

15/02/2017

O ano de 2016 foi marcado pelo agravamento da crise econômica que afeta o Brasil nos últimos tempos. Os índices de desemprego subiram, com um saldo de mais de 12 milhões de pessoas sem ocupação e mais de 100 mil pontos de trabalho foram fechados, segundo os dados do IBGE. Esse cenário de instabilidade preocupou a todos, inclusive os brasileiros que são donos do próprio negócio.

Mas, mesmo em meio à turbulência, foi possível atravessar este desafiador cenário e até prosperar. O setor de franquias, segmento em que atuo, obteve crescimento de 8% no último ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e tem a projeção de aumento de 7 a 9% neste ano.

Quem sobreviveu à crise deve estar pensando qual é o próximo passo para ampliar os negócios e alcançar a estabilidade. Com o país caminhando para mudanças no cenário político e econômico, acredito que ainda é preciso ter cautela em sua empresa. O controle das finanças agora deve ser ainda mais rigoroso. Investimentos são importantes e fundamentais, mas é preciso avaliar com calma todas as vantagens e desvantagens antes de correr riscos. O momento pede atenção.

Porém, os detalhes mais importantes e que definem o sobressalto mesmo depois da crise são a qualidade e inovação dos produtos e serviços oferecidos. Esses fatores te diferenciam dos concorrentes. Seja único, inovador, ofereça algo que os outros não têm isso fará com que você conquiste credibilidade no mercado. Em meu investimento, por exemplo, busquei novos horizontes para expandir os negócios e mesmo neste cenário, dei o primeiro passo para a internacionalização da empresa: abri a primeira franquia na Angola. Outra medida, foi trazer inovação à marca em uma aliança com a famosa turminha dos gibis. Além disso, ampliei o leque de opções de cursos na área digital, que é uma das áreas mais promissoras do século 21. Acreditem, deu muito certo.

E, por último, e não menos importante, é estar atento às tendências do mercado. Uma grande novidade é o interesse da geração Y nos negócios. Os jovens vêm se mostrando mais avessos aos modelos de trabalhos convencionais e indo em busca do próprio negócio. A ABF também apontou que a maioria dos donos de microfranquias possuem entre 25 e 36 anos, pertencentes à geração Y. Logo, este é um nicho que tem muito potencial. Com o dinheiro em falta, estes modelos com investimento até R$ 90 mil, têm se tornado um ponto forte da área.

Por isso, se você acredita em seu segmento, não é hora de desanimar! Seu negócio passou por todas essas dificuldades, isso mostra que ele tem força para continuar crescendo. Veja as oportunidades que o setor apresenta e vá a luta. Lembre-se, o sucesso do empreendimento está no esforço do empreendedor!

**Rogério Gabriel é fundador e presidente do Grupo Prepara, detentor das marcas Prepara Cursos, Ensina Mais e das recém-lançadas English Talk e Pingu’s English. Atualmente o Grupo possui mais de 800 franquias, distribuídas por todo o Brasil. Formado em Ciência da Matemática e Computação pela Unicamp, com MBA em Marketing pela FGV, Rogério há doze anos fundou o Grupo, que viria a construir a maior rede de cursos profissionalizantes do Brasil, a Prepara Cursos. Empreendedor Endeavor desde 2012, ele teve a sua trajetória retratada no #VQD – VAI QUE DÁ, livro que traz dez histórias de empreendedores que criaram empresas de alto impacto.

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