
O Porto de Imbituba encerrou setembro de 2026 com o seu melhor desempenho mensal do ano, registrando 697 mil toneladas de cargas movimentadas e 34 atracações de embarcações. No acumulado de janeiro a setembro, o complexo superou a marca de 5,9 milhões de toneladas movimentadas, distribuídas em 264 atracações.
Para o diretor-presidente dos portos de Imbituba e Laguna, Christiano Lopes, os resultados refletem a capacidade da infraestrutura em atender às demandas do mercado e impulsionar a economia regional e nacional.
“Os números de setembro demonstram a força operacional do Porto de Imbituba e o trabalho contínuo para ampliar nossa eficiência, diversificar as cargas e fortalecer nossa posição estratégica na logística nacional”, destaca Christiano Lopes.
Desempenho por modalidade e tipos de carga
O comércio exterior movimentado pelo porto alcançou a marca de US$ 1,53 bilhão entre janeiro e setembro de 2026, representando um crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025. Entre as principais frentes de operação destacam-se:
- Importações em alta: As importações responderam por 45% da movimentação total no acumulado do ano, atingindo 2,67 milhões de toneladas (alta de 9% frente a 2025). Somente entre agosto e setembro, o avanço foi de 12%.
- Exportações: Representaram 37% das cargas (mais de 2,17 milhões de toneladas), com destaque para embarques de coque calcinado e não calcinado, além de farelo de milho.
- Granéis sólidos: Lideram as operações portuárias com 4,11 milhões de toneladas (70% do volume total), incluindo produtos como hulha betuminosa, barrilha, ferro gusa e sal.
- Contêineres: Registraram uma expansão expressiva de 55,8% no acumulado do ano, somando 1,5 milhão de toneladas (26% do total), o que sinaliza a atração de cargas de maior valor agregado.
- Cabotagem e transbordo: A cabotagem movimentou mais de 80 mil toneladas em setembro (alta de 14,1% na comparação anual), enquanto o transbordo saltou para 361 mil toneladas no acumulado de 2026 — um crescimento superior a 600% sobre o mesmo período do ano anterior.
Além do impacto direto na balança comercial catarinense e brasileira, o complexo avança em frentes de integração com a cidade e consolidação logística, fortalecendo a geração de empregos e o ecossistema de transporte e serviços na região.








