Reflexões políticas (2)

10/12/2008

Na semana passada, meditando em busca de alternativas de governo, atingimos o primeiro estágio que seria a disponibilidade da igualdade de estudo para todos. Com isso quero afirmar que um início seria dar a todas as crianças sadias a mesma oportunidade de estudos.

Vamos pensar no caso do Brasil.

Como ter crianças sadias se há diferenças entre rendas familiares, de meios ambientes, o que pode comprometer a saúde quer física quer mental  das crianças?

Dessa forma, antes do primeiro estágio acima citado há o estagio básico que seria o de dar a todas as crianças as oportunidades mínimas de desenvolvimento,  independentemente do nível social a que pertençam. São conhecidos, todavia também, muitos problemas entre crianças de famílias abastadas que, por falta de convivência familiar adequada, acabam sendo criados por gente contratada, sem as responsabilidades de profissionais competentes, por um lado, e sem o amor da família por outro lado.

Portanto, a única forma de se conseguir a mesma oportunidade a todos é ter como obrigação do Estado o cuidado desde o nascimento e mesmo antes do nascimento, no período pré-natal.

O dever do Estado deveria estar sendo colocado vis a vis o que aconteceu na Alemanha durante algum tempo, isto é, qualquer criança “ é do governo”  até atingir uma idade de “self defense”, talvez 18 anos.

Claro que esse pertencer ao governo deveria ser algo debatido em comunidade. Explico.

Ao governo caberia a responsabilidade de dar a cada grupo de famílias, a infra-estrutura escolar e complementar para o bom desenvolvimento das crianças, também deveria disponibilizar os recursos financeiros adequados ao pagamento dos educadores e cuidadores, assim como também, os recursos para a alimentação adequada a todos.

No entanto caberia ao grupo de famílias a contratação dos profissionais, cujos salários seriam prefixados pelo governo e deveriam ser relativamente altos a fim de garantir que houvesse disputa salutar ao seu preenchimento. Esses profissionais deveriam passar por uma série de exames físicos, mentais e de qualificação por entidades qualificadoras onde estariam pedagogos, psicólogos, músicos, artistas, etc. A orientação macro deveria ser dada pelos governos regionais, porém adaptadas a cada escola para não sofrer influência político-partidária de qualquer espécie. Os profissionais não seriam funcionários públicos e portanto poderiam ser dispensados de acordo com sua produtividade.

As crianças deveriam permanecer todo o dia nas escolas, retornando às suas casas somente no final do dia.

No período em que estivessem na escola receberiam aulas tradicionais e complementares como música, línguas, computação, arte, etc, a fim de garantir uma educação completa, que serviria, em outra direção, como um aprendizado para várias famílias.

As crianças receberiam reforço escolar também durante esse período. Assim o assunto polêmico de aprovação automática estaria quase que liquidado, pois haveria a repetição durante o próprio ano.

Imaginem todas as crianças com o mesmo grau de educação mínimo exigido pelas faculdades. Será que precisaríamos adotar critérios de cota. O exame seria no modelo “baccaloureat” francês, válido para todos. Os melhores escolhem onde querem estudar e assim sucessivamente, e sem a limitação da capacidade da família em pagar os estudos, pois também os valores das mensalidades seriam bancados em programas de devolução após formatura.

Com isso se garante a igualdade de tratamento e ao mesmo tempo se premiam os melhores. Começamos a explorar a parte do comunismo e a parte do capitalismo ao mesmo tempo, na nossa zona azul.

 

Fonte: PortoGente – www.portogente.com.br

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