Precisamos valorizar os caminhoneiros

05/11/2020

Por Gustavo Loch*

Quando tivemos o início do isolamento social em março, também observamos uma corrida às gondolas de supermercados. A justificativa para isso era o medo do desabastecimento. Desde então, mais de seis meses se passaram e, excluindo exceções pontuais, o temido desabastecimento não ocorreu. O significado da expressão “novo normal” não seria o mesmo se tivéssemos problemas maiores de falta de produtos básicos.

Para garantir a oferta contínua de bens e serviços, as mais diversas classes de trabalho tiveram suas contribuições, mas uma, em especial, que merece destaque é a de caminhoneiros. Esses profissionais, que enfrentam as maiores dificuldades nas estradas, são responsáveis pela maior parte do transporte de bens pelo Brasil e sem os serviços prestados por eles os insumos de produção não chegam às fábricas e os produtos finais não chegam ao consumidor final. Vale observar ainda que, para além de todas as dificuldades conhecidas, ao continuarem suas atividades, os caminhoneiros se expuseram também aos riscos da COVID-19.

É importante não esquecer que se os insumos continuam chegando às indústrias e produtos às casas da população muito se deve aos caminhoneiros – uma classe que segue desempenhando suas atividades mesmo com diversas adversidades. Por isso, precisamos valorizá-los pelo trabalho realizado por eles antes da pandemia, durante ela, e que continuará quando tudo isso passar.

Se em alguns casos fica a sensação de que a presença dos caminhões nas ruas causa problemas ao trânsito, é preciso sempre lembrar que é justamente essa presença e o trabalho dos caminhoneiros que garantem a chegada dos produtos para seu consumo. Além disso, é importante entender a estrutura necessária e merecida para o exercício dessa profissão. Locais de descanso e apoio para um bom banho depois de um dia inteiro atrás do volante do caminhão, além de bons restaurantes, fazem muita diferença para que esses profissionais possam descansar e, assim, conseguirem realizar um bom trabalho. Para além disso, é importante que eles tenham facilidades na aquisição de fretes e recebimento do pagamento. Com a tecnologia, é possível aumentar a agilidade para a contratação de seus serviços e também nas operações de carga e descarga, assim como é possível construir uma rede de cadeia de suprimentos inteligente. Tudo isso representa uma melhoria real nas vidas desses profissionais, que são responsáveis diretos por garantir a chegada até nós de alimentos e outros produtos.

*Gustavo Loch é professor da Universidade Federal do Paraná e apoia a equipe de desenvolvimento de soluções logísticas da Nimbi.

Compartilhe:
Modern Logistics expande operações com logística para turnês musicais
ID Logistics e Beiersdorf ampliam parceria e expandem Centro de Distribuição em Minas Gerais
DHL Global Forwarding expande parceria com a SkyCell para impulsionar logística farmacêutica no Brasil
26ª Feira dos Cegonheiros começa hoje em São Bernardo do Campo (SP) com expectativa de R$ 660 milhões em negócios
Inteligência jurídica fortalece o gerenciamento de risco no transporte rodoviário de cargas
Com 95% do comércio exterior pelo mar, Brasil precisa se adaptar a navios maiores

As mais lidas

01

Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro
Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro

02

Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026
Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026

03

Special Dog Company reforça frota e cresce 25% na equipe de motoristas em 2025