O motor da retomada econômica brasileira

06/02/2018

*Por André Barros

Uma análise sobre como o Comércio Exterior tem exercido papel de destaque na economia brasileira de 2017

No último mês de outubro, a balança comercial brasileira atingiu a marca de US$ 5,2 bilhões em superávit. O número, mais alto para a história do período desde que o índice começou a ser registrado em 1989, representou o nono recorde mensal consecutivo para o ano de 2017, o qual, segundo os últimos dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), já aponta um saldo positivo acumulado de US$ 62 bilhões.

Índices como esse demonstram o quão importante o comércio exterior tem sido para a retomada econômica que o país, enfim, começa a engatar. Não à toa, vozes como a do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, tem ressaltado que, neste momento de destaque do comércio internacional brasileiro, o papel de players econômicos como o setor produtivo é fundamental.

Em paralelo, nota-se o esforço do Poder Público na condução de acordos como, por exemplo, nos casos da aproximação com a Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Chile e Peru), negociações com Mercosul, União Europeia, além da modernização de outros acordos, tais quais, oos protocolos recentes para facilitação do comércio com Uruguai e a atualização de questões tributárias envolvendo o comércio com a Argentina.

Todo este movimento, aliado a iniciativas internas visando a simplificação dos processos de exportação e inovações como o Portal Único de Comércio Exterior, trazem resultados que impactam positivamente outros segmentos produtivos e índices macroeconômicos.

Como exemplos destes impactos positivos, podemos observar o impulso que as exportações trouxeram para a indústria automobilística este ano. Só no mês de junho, para pegarmos um período específico, as exportações de veículos tiveram alta de 57%, com o mercado externo abraçando 30% da produção automobilística nacional (índice este que não era atingido há 12 anos). Tal crescimento motivou, inclusive, a suspensão de cortes de funcionários e a contratação de novos trabalhadores em regime temporário.

Quando pensamos no PIB, o potencial das exportações também pode ser observado. Sem as exportações da indústria automotiva e, sobretudo da agropecuária (que contou com um Boom em 2017), seria difícil conceber a leve alta do PIB que teremos este ano (0,7%, segundo análise do Fundo Monetário Internacional – FMI).

Em conjunto, estes dados devem nos trazer um crescimento de 18% nas exportações brasileiras e de pouco mais de 8% nas importações, de acordo com estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), podendo, o país, fechar o ano com superávit de US$ 70 bilhões (dados do MDCI).

Diante de tudo isso podemos, sim, concluir, que o comércio exterior brasileiro é um dos principais motores da retomada econômica brasileira. Neste sentido, o que se espera é que, cada vez mais, medidas sejam tomadas em prol da desburocratização e simplificação de nossos processos comerciais, realização de acordos, redução do protecionismo, bem como, que investimentos sejam realizados visando a melhoria do ambiente logístico para as exportações e importações no país.

Finalmente, devemos ficar sempre abertos para a inovação que, certamente, pode contribuir muito para o avanço não só do comércio internacional brasileiro, mas para a nossa economia como um todo.

*André Barros é Diretor de Produtos da NSI. O executivo possui mais de 20 anos de experiência no segmento de comércio exterior. Possui vasta experiência no desenvolvimento e entrega de novos produtos.

Compartilhe:
Águia Branca Encomendas amplia atendimento para 19 cidades do Norte e Noroeste Fluminense
Scania lança gama Super de 11 litros no Brasil com foco em eficiência e novas potências
Ford seleciona finalistas da Competição Nacional de Habilidades Técnicas 2026
Black Friday começa meses antes para a logística: preparação antecipada ganha importância diante do aumento das compras
APM Terminals anuncia Ramon Canova como novo Gerente Comercial para os terminais de Pecém e Suape
Porto de Imbituba registra melhor mês de 2026 e supera 5,9 milhões de toneladas movimentadas até setembro

As mais lidas

01

Loja do Mecânico expande entrega expressa para produtos de médio e grande porte

02

CMA CGM e HappyRobot expandem solução global de inteligência artificial por voz para o setor logístico

03

Consórcio investe em novos berços para ampliar eficiência na movimentação de granéis líquidos no Porto de Santos