*Por Yuri da Cunha
No meu ponto de vista, negociar é uma arte pura (e não levo tanto jeito para isso). Não consigo me imaginar, nem por um segundo, fazendo programações para o desenvolvimento de um software. Sou uma negação nas questões de design gráfico, a ponto de divertir a equipe de Marketing com meus desenhos. Todos nós temos alguma afinidade maior a uma área. Essa afinidade também pode vir a crescer ao passo que você a estuda. Comércio exterior não foge dessa regra.
Por que o Comércio Exterior não acompanha a velocidade das mudanças atuais? Por que sempre criticamos a falta de alternativas na nossa área? Aliás, mudando totalmente as perguntas, quem nos garante que, enquanto estamos reclamando da burocracia, alguém, dentro ou fora do Brasil, não esteja inovando e seremos atropelados pelas mudanças radicais?
Na rotina, em geral, todos encontram complexidades, como no Comércio Exterior. Nós mesmos disseminamos a ideia de que o Comércio Exterior é complexo, mas cabe a cada um observar como pode ser simplificado, mesmo dentro de um ambiente com tantas regras.
As pessoas precisam indignar-se para mudar. As rotinas executadas precisam realmente ser assim? Ou é mais fácil dizer que a burocracia barra a inovação? Com toda a certeza é mais fácil culpar a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior
Seja mais generalista e tente ver o todo, não apenas a função executada de modo limitado. Quais são as sequências de atividades? O que impacta? Quem impacta você? Quais são os desafios que você precisa encarar?
Inove um processo, um serviço, um modelo de negócio, algo organizacional. Não seja fatalista. Complicar é fácil. Simplificar é uma arte.
* Yuri da Cunha é especialista de comércio exterior na eCOMEX.









